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Gerir cada etapa de vida com mais qualidade depende de si!
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“Envelhecemos desde que nascemos”. Se é importante termos esta noção para, de certa forma nos prepararmos para uma linha de continuidade, por outro é essencial pensar que, em cada etapa de vida há aprendizagens que devemos fazer para melhor tirarmos partido do que aprendemos nas fases anteriores e, ao mesmo tempo, prepararmos a etapa seguinte.
 
Fala-se muito na infância e na velhice por terem sido etapas descuradas e pelo seu papel essencial. O aumento da esperança média de vida faz-nos pensar e bem, que temos de percorrer uma vida mais longa, mais interessante e com mais qualidade, mas falta-nos por vezes, a capacidade de parar em cada etapa para que a possamos aproveitar. É dessas paragens essenciais que quero falar; na importância de desfrutarmos o nascimento dos nossos filhos, a melhoria na qualidade de vida entre o casal, a construção da família, a ascensão profissional, o tempo para o lazer e para estarmos em pleno em cada momento da nossa vida.
 
Um segredo é pensar de forma global na vida. Tivemos o privilégio de chegar ao mundo, de aprender, de nos relacionarmos com pessoas para sabermos mais acerca de nós próprios e dos outros, e para tirarmos partido dessas experiências. É maravilhoso saber que estamos integrados numa cultura, numa sociedade e que podemos fazer sempre melhor do que nos ensinaram. Somos mentes pensantes, que gostam de aprender e de fazer sempre melhor, e isso deve vivenciar-se em cada etapa de vida.
 
Certamente que todos já lemos inúmeras possibilidades para viver melhor. Já passamos por diversas teorias, crenças, ideologias, umas que se encaixam melhor que outras ao que somos e ao que queremos ser. É importante passar por essas aprendizagens e, enquanto as vivemos, estamos a descobrir-nos, estamos a acrescentar-nos, pois uma mente que evolui, já não volta atrás, logo seremos sempre mais capazes de dar um passo em frente na melhoria da nossa qualidade de vida.
 
Se tivemos uma boa infância, vamos sempre tentar reproduzir, de forma adulta, aquilo de que mais gostamos. Se não a tivemos, temos uma natural tendência para corrigir, para transformar e para a melhorar. O simples ato de estar a modificar aquilo que já vivemos, é um desafio, uma oportunidade, uma força para melhorar e para crescer mais interiormente.
 
Passamos por muitas relações com as pessoas e de todas retiramos algo certamente. Retiramos ideias para aplicar no nosso quotidiano, retiramos ideias para os nossos sonhos ou simplesmente retiramos uma lição para aquilo que não queremos ser, mas temos de participar, temos de estar e de pensar. Temos de assumir uma posição perante aquilo que vivemos, seja para aceitar ou para recusar e, isso ajuda-nos a ganhar mais maturidade e responsabilidade perante nós mesmos e a vida.
 
Incomoda-me um pouco ver a grande importância que se dá às modas, pois em muitos casos, elas retiram-nos uma parte do que somos. Se eu precisar de uma aplicação de telemóvel para me ensinar a fazer exercício físico, eu não vou estar a aplicar o meu conhecimento nem o meu prazer em desfrutar de qualquer modalidade. Se me fechar com um aparelho em casa, vou perder a oportunidade de fazer ginástica ao ar livre, de conviver com outras pessoas e daí por diante. O mesmo se passa com as ligações online a que muitas pessoas estão presas. Se eu estiver concentrada nas relações virtuais, estou a perder a oportunidade de conviver à hora da refeição com os meus familiares. Penso que teremos menos qualidade de vida quanto menos pensarmos; quanto menos nos avaliarmos e encararmos a nossa própria vida. Claro que podemos e devemos utilizar todos os recursos que temos ao nosso dispor, precisamos é de saber usá-los de forma a não perder outras qualidades e oportunidades que temos. Se vou almoçar com amigos, não vou estar ligado ao smartphone, faço isso quando não tenho mais nada com que me ocupar, se estou a desfrutar de um belo dia de praia, não tenho de estar a “encher” o meu cérebro com notícias e trocas de mensagens. Entendo isso como bom-senso e uma oportunidade para aproveitar cada momento da melhor forma. Isso é satisfação, é prazer, é capacidade de desfrutar a vida em todas as ocasiões.
 
Perdemos qualidade de vida quando fazemos sempre as mesmas coisas e da mesma forma. Quando nos fechamos num formato e não vemos para além dele e, isso aplica-se a tudo. Se me fecho num grupo de amigos, não vejo para além dessa realidade, se vou sempre ao mesmo local fazer compras, não comparo preços e não vejo outras pessoas, se só publico online, não sei o que se passa nos jornais, se não leio outras coisas, não passo do mesmo registo. Temos de ver a realidade de forma mais abrangente e lúcida para sermos mais felizes e aplicarmos melhor todas as áreas do nosso cérebro.
 
Penso que temos necessidade de ter de tudo um pouco, basta que consigamos ver aquilo que melhor se adequa a cada idade, a cada momento, a cada desafio. Ter este sentido de oportunidade é uma garantia de que estamos a envelhecer “com classe” e a aproveitar o melhor possível a nossa vida. No fundo é isso que todos queremos, ter a certeza de que temos acesso a tudo e que estamos “na linha da frente”, então só temos é de distribuir cuidadosamente as nossas atenções para a diversidade. Se tenho um vício com os ecrãs, este está a prejudicar a aquisição de novas experiências e aprendizagens e, isto passa-se em qualquer momento da vida e em qualquer idade. Um jovem que esteja muito tempo ligado aos ecrãs, está a perder o seu tempo de convívio, de estudo e de aprendizagem. Um adulto que passe o seu tempo livre agarrado aos ecrãs, está a torna-los mais importantes que a sua família. Um idoso que se feche num computador a mandar mensagens para o mundo, está a desvalorizar tudo o que aprendeu ao longo da sua vida. Precisamos de ter tudo um pouco ao longo do nosso dia. Tempo para estar connosco próprios, com os outros, com os ecrãs, no nosso trabalho e atividades de lazer e tempo para dormir e descansar o cérebro de tudo isso.
 
Penso que esta “receita” se aplica a todas as idades porque existe uma tendência natural para imitarmos os outros quando na realidade, aprendemos com eles, mas temos a nossa capacidade de pensar. Não temos de fazer tudo o que os outros fazem, muito menos “partilhar” uma publicação muito popular nas redes sociais só porque alguém mais influente o fez. Temos mente para pensar e devemos fazer uso dela. Devemos sentir o que vamos fazer, devemos querer fazer melhor e diferente e com pensamento crítico. Se aquilo está errado, eu vou noutro sentido. Isto é aproveitar a vida em nome pessoal, com qualidade, com pensamento e vontade própria. Viver com qualidade é sentirmo-nos livres para cumprir as regras e as leis da nossa sociedade, mas reservarmos uma margem de manobra para sermos criativos, para sermos diferentes dos outros, para inovarmos e para sermos mais pessoas. Apesar de parecermos “todos iguais” por nos vestirmos do mesmo modo, por andarmos todos com os ecrãs para todo o lado, é importante fazer algo que mude essa linha. Eu faço ginástica ao ar livre e aplico os exercícios que aprendi ao longo dos meus anos de escola. Eu vou à praia sem telemóvel. Eu desligo os ecrãs fora da hora de trabalho, eu estou com a minha família e gosto de estar com ela no meu tempo livre, eu gosto de ler um bom livro antes de adormecer, gosto de conversar com o meu filho antes de ir para a cama, adoro falar com o meu marido à hora da refeição, e você? Se nos imitarmos uns aos outros, teremos muito poucos motivos para estarmos juntos e para aprender com eles, já pensou nisso, amigo leitor?
 
Não temos de ouvir todos a mesma canção, muito menos gostar todos de ir aos mesmos locais nos mesmos dias da semana. Há um jardim novo perto da minha casa, por que razão está sempre vazio? E o centro comercial está sempre cheio, será pela temperatura mais agradável no seu interior ou será por que muitas pessoas ainda não repararam que está ali um espaço verde ao pé de casa?
 
Eu sou mais feliz se me sentir um “peixe grande num lago mais pequeno”. Há quem prefira sem um peixe pequeno num grande lago, a opção é sempre de cada um , mas eu como sou diferente, desafio-o, caro leitor, a pensar sobre estas coisas que fazem sempre bem à mente!
 
Fátima Fernandes
 
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