O major Hélder Lima, das relações públicas da UCC da GNR, disse à agência Lusa que os sete suspeitos não foram detidos nem constituídos arguidos e o caso está agora sob alçada da Polícia Judiciária, que tem a seu cargo a investigação dos crimes de tráfico internacional de droga.
A fonte da GNR contou que, pelas 06:40, populares alertaram a Guarda para a existência de “embarcações com movimento anómalo” junto à praia da Boca do Rio, no concelho de Vila do Bispo, no distrito de Faro, e deram conta de que iria haver um desembarque de imigrantes naquele local.
Após o alerta, foram enviados para a praia da Boca do Rio elementos do destacamento local da GNR e meios da UCC, mas à chegada ao local “foi possível perceber que o mais provável seria estar-se na presença da prática do crime de trafico de estupefaciente e não do desembarque de imigrantes”, completou.
Tendo em conta os “indícios que existiam no local, principalmente o comportamento” dos suspeitos, “foram identificados sete indivíduos, todos eles homens, com idades compreendidas entre os 21 e os 44 anos de idades, cinco portugueses e dois estrangeiros”, justificou.
“Não foram feitas quaisquer apreensões e estes elementos foram meramente identificados, e não detidos ou constituídos arguidos”, salientou o major Hélder Lima.
Apesar de não ter havido detenções nem apreensões, a informação sobre a ocorrência foi comunicada ao Ministério Público, que “determinou que fosse notificada a PJ para tomar conta da investigação”, esclareceu o oficial da UCC, frisando que em causa pode estar o crime de tráfico de estupefacientes internacional, “que é da competência reservada da PJ”.