Política

Governo reconhece que serviços de Cirurgia Cardiotorácica e Cirurgia Vascular do CHUA não dão a resposta desejada

O Grupo Parlamentar do PCP questionou o Ministério da Saúde, relativamente ao Centro Hospitalar Universitário do Algarve não dispor de um serviço de Cirurgia Cardiotorácica e de Cirurgia Vascular, apesar de na região e no baixo Alentejo serem referenciados para estas especialidades centenas de doentes por ano.

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De acordo com informação prestada ao PCP no decurso de uma visita ao serviço de Cardiologia do Hospital de Faro, "faltam especialistas nestas áreas que estejam disponíveis para virem para o Algarve".
 
Para o PCP a inexistência destas valências nos hospitais públicos da região, implica não só que os doentes tenham de ser encaminhados para Lisboa mas também se tiverem capacidade financeira, recorram a hospitais privados da região.
 
Em resposta o Gabinete da Ministra da Saúde, informou, após ter consultado a ARS Algarve, que o Centro Hospitalar Universitário do Algarve dispõe de um Serviço de Urgência Polivalente na unidade do Hospital de Faro, reconhecendo que seria importante poder contar com a colaboração de médicos especialistas em Cirurgia Cardiotorácica e Cirurgia Vascular.
 
Apesar das diligências efetuadas, o Ministério da Saúde, reconhece "que não tem sido possível encontrar equipas médicas com as respetivas competências nessas áreas que assegurem uma resposta 24 horas por dia, como de resto, se exige de um Centro Hospitalar Universitário, de tipologia de hospital central, garantindo uma resposta eficaz e de qualidade destas áreas".
 
A mesma fonte confirma que para além da contratação de médicos especialistas "torna-se necessário implementar de forma sustentada um conjunto de condições logísticas assistenciais e de alocação de recursos humanos de outras áreas imprescindíveis para o pleno funcionamento destas unidades com este nível de diferenciação".
 
O Ministério assume que essas condições "não podem ser garantidas apenas com a colaboração pontual de um ou dois profissionais médicos por muito valorizado que seja o seu contributo".