Economia

Há uma forma de evitar o colapso do Algarve, vacinar pelo menos 70% da população da região até junho - Algfuturo

A Associação - Algfuturo promoveu uma reunião online com deputados do PS, tendo sido debatidos temas importantes para a região.

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A Algfuturo fala de um ano de 2021, cujas projeções agora feitas para a região, traçam um cenário de colapso, «com entrada em depressão económica e social profunda e recessão prolongada, falências e desemprego».
 
Com uma queda do Valor Acrescentado Bruto regional em 2020 estimada em 5 a 6 vezes superior à média nacional, com uma Páscoa em risco e sem garantias de um verão normal, a associação diz que seria «um cenário de catástrofe total».
 
Seriam dois anos consecutivos quase sem turismo, o que justificou a reunião de urgência realizada pela Algfuturo sob o lema SOS - Algarve em Perigo.
 
Na reunião com os deputados do PS-Algarve e José Vitorino presidente da associação, e mais 20 dirigentes de todos os setores e abrangendo toda a região, foi sublinhado pela União Empresarial do Algarve que «tudo tem que ser feito para evitar que o Algarve vá ao fundo», sendo indispensável que em finais de maio, princípios de junho, pelo menos 70% da população esteja vacinada, travando campanhas em curso no Reino Unido que não recomendam  Portugal / Algarve para férias.
 
Para isso, os dirigentes da Algfuturo reclamam um anúncio do Governo de forma a garantir a sustentabilidade/sobrevivência económica e social das regiões e zonas em que as atividades estejam dependentes direta e indiretamente do turismo, - representando mais de 60 % Valor Acrescentado Bruto - , para que as respetivas populações tenham prioridade na vacinação.
 
Na mesma reunião foram ainda abordados problemas estruturais da região desde a água, fim das portagens, hospital central, segurança, programa para as regiões de Baixa Densidade ou mobilidade. Foi reclamada a suspensão de mais grandes superfícies por seis anos, aquacultura offshore só com apoio das associações de pesca, renegociação das moratórias, empréstimos de longo prazo sem juros e encargos.
 
A temática das culturas de regadio, em especial dos abacates, veio ao debate face a posições que o Grupo Parlamentar do PS tem tomado, enquanto o setor agrícola salientou as vantagens da cultura ao contrário do que por vezes tem vindo a público.