Hugo Pereira, atual presidente da Câmara de Lagos, encabeçou a única lista candidata à liderança da estrutura regional do partido, tendo recolhido mais de 95% da votação dos cerca de 800 militantes que participaram no ato eleitoral realizado nas 21 secções distribuídas pelas 16 concelhias algarvias.
O autarca, de 50 anos, sucede a Luís Graça, deputado à Assembleia da República, que presidia à estrutura regional do PS desde 2018 e que atingiu o limite de mandatos previsto nos estatutos do partido.
Em declarações à agência Lusa, o novo líder do PS/Algarve disse que assume a liderança da federação regional socialista "num período marcado pela preparação dos próximos desafios políticos e eleitorais", tendo como objetivo "reforçar a implantação do partido na região e consolidar a sua intervenção junto das populações e dos agentes económicos e sociais algarvios".
"Precisamos de uma nova dinâmica para que os algarvios voltem a perceber que o PS é a única força política capaz de dinamizar a região”, destacou.
Natural de Lagos, Hugo Pereira exerceu funções como vereador na Câmara de Lagos entre 2013 e 2021, tendo sido eleito para a presidência do município em 2021, cumprindo atualmente o seu segundo mandato.
“Queremos trabalhar com todos os agentes, militantes e autarcas, para criar um caderno de encargos para desenvolver os investimentos necessários e ser imposto a Lisboa, para que a região seja ressarcida pela falta de investimento ao longo dos anos”, apontou.
Para o novo líder distrital dos socialistas, o objetivo “é reivindicar ao Governo central uma visão diferente, pois o Algarve não é só turismo, tem vários problemas que urge resolver e deve ser reconhecida como uma importante região para o país”.
“Há problemas que necessitam de resolução, como a saúde, a habitação e a mobilidade rodoviária e ferroviária, e têm sido marginalizadas pelo Governo”, argumentou.
Hugo Pereira acrescentou que a sua eleição marca também "um tempo de mudança do PS na região, pretendendo que o partido reforce a sua posição junto da população como o único partido, à semelhança do que acontece nas autarquias, capaz de desenvolver a região preparando-a para o futuro".