Dicas

Importância de ser consciente

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A autoconsciência promove o equilíbrio emocional, a responsabilidade pessoal e a melhoria dos relacionamentos, tornando o indivíduo mais proativo em relação ao seu próprio desenvolvimento.

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Ser consciente é fundamental para assumir o controlo da própria vida, assegurando que deixamos de viver “em piloto automático”. Com esta postura que muitos recusam, tomam-se decisões mais acertadas e direcionadas ao que somos, expressamos sentimentos e opiniões, libertamo-nos da pressão social e das expectativas dos outros sobre nós e desfrutamos de mais momentos de bem-estar e felicidade.

Os entendidos na área da psicologia lembram, no entanto, que ser consciente implica sentir dor, medo e dúvida, mas também liberdade, equilíbrio e satisfação perante a vida; isto porque cada uma das nossas ações é pensada, o que contrasta com o ato impulsivo e inconsciente, destacam.

A importância de ser consciente resume-se nestes pontos:

Controlo e escolha: Permite-nos deixar de ser vítimas de situações e agir com intenção.

Evolução pessoal: Essencial para o desenvolvimento moral e psicológico, permitindo a transformação interna.

Equilíbrio emocional: Ajuda a equilibrar a razão e a emoção, prevenindo reações automáticas.

Melhoria das relações: Facilita a comunicação com empatia e escuta ativa.

Responsabilidade (Carl Jung): "Enquanto não tornares consciente o inconsciente, ele vai conduzir a tua vida e chamar-lhe-ás destino".

Ser consciente também envolve momentos de maior conexão interna, como a prática de "atenção plena" (mindfulness) no dia a dia, mesmo nas tarefas mais simples.

Para que sejamos mais conscientes, os especialistas na área da psicologia também recomendam que reservemos um tempo diário a nós próprios, sem ruídos externos, para que possamos “ouvir o nosso eu interior”, e para que contactemos com aquilo que nos liberta ou aprisiona de modo a conhecer-nos melhor.

Estar em contacto com a natureza, em silêncio, escrever um diário onde possamos “descarregar” tudo o que nos preocupa, ajuda-nos a esclarecer as nossas próprias dúvidas, inseguranças e medos, ao mesmo tempo que permite que encontremos a nossa própria forma de ser e estar, tal como adotar a melhor forma de reagir perante um problema.

A prática diária de exercício físico igualmente facilita o confronto connosco próprios, ao mesmo tempo que liberta tensões e abre portas à criatividade.

Uma caminhada em contacto com a natureza ou num local onde nos sintamos seguros e confortáveis também permite a libertação mental, o encontro de novas perspetivas e ideias, discernindo aquilo que nos pertence daquilo que é uma influência externa.

Por fim, importa realçar que, quanto mais exercitarmos esta habilidade, mais obteremos resultados positivos no que se refere à tomada de consciência de nós próprios e daquilo que nos rodeia. O cérebro é como um músculo que precisa de exercício para que esteja em forma; por isso, arrisque diariamente ser mais consciente de si mesmo, da realidade, daquilo que lhe pertence, do que é e da influência de outras pessoas, dos média e de outras fontes de influência como amigos, chefes, colegas ou familiares. Ser consciente é encontrar o seu próprio lugar no mundo, onde existe espaço para a sua opinião, para a liberdade de pensar e de sentir. Será com esta força interior que estará mais apto para enfrentar o mundo, proteger-se dos demais e afirmar a sua posição sem necessitar de recorrer a qualquer tipo de agressão, aconselham os entendidos nesta matéria.

É também importante ter em conta que uma pessoa consciente decide o seu próprio estilo de vida. Torna-se minimalista em vez de consumista. Opta por ambientes onde se sente mais livre e feliz e afasta-se de espaços onde é pressionada a comprar. Decide se precisa mesmo de um objeto ou se está a “cumprir” uma imposição social, ou a ser alvo de uma influência externa e assume que, efetivamente, não precisa de ter um carro de luxo, um smartphone topo de gama ou roupa de marca para ser aceite, livre e feliz. Ser consciente é ser igual a si mesmo, respeitar-se, respeitar os demais, mas reservar para si o poder de decidir sobre a sua própria vida.