No âmbito das celebrações do Dia da Cidade de Loulé, o presidente da Câmara Municipal, Vítor Aleixo, apresentou no último sábado, um conjunto de projetos estruturantes para a cidade. Segundo o autarca alguns «estão a ser planeados, desenvolvidos e outros até já executados».
Não comprometendo as contas públicas, e numa altura em que a autarquia "respira saúde financeira", é objetivo do executivo Municipal, dotar a cidade com "infraestruturas que sirvam os munícipes e os seus visitantes".
Se, em 2018, foram lançadas 88 obras, totalizando um valor de 30 milhões de euros, já no ano seguinte esse número seria ainda mais expressivo: 115 obras lançadas, correspondentes a 57 milhões. Apesar de, apenas 14 milhões terem chegado à fase de contratação da empreitada pois, como explicou Vítor Aleixo, à semelhança do que se passa um pouco por todo o país, «a crise liquidou muitas empresas e a procura hoje é muito superior à capacidade de resposta dos empresários do setor público de construção».
Um dos projetos mais significativos que o autarca assinalou é o ABC Loulé Active Life Health and Research que, a par de Vilamoura, prevê para Loulé a construção do Edifício Mariano Gago, um centro dedicado à investigação e aos cuidados de saúde, onde irão ficar localizadas diversas valências estratégicas de instituições de carácter nacional (INSA - Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, INFARMED, IPST - Instituto Português do Sangue e da Transplantação, SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, ACSS – Administração Central dos Sistemas de Saúde e DGS – Direção Geral de Saúde). Um investimento de 7 milhões que serão investidos neste «projeto de grande ambição na área das ciências biomédicas», destacando-se a instalação, neste edifício, de um Banco Público de Células do Cordão Umbilical ou o Centro de Investigação de Entomologia do Algarve (CIEMA).
O aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, é outro «grande desfio para o Município», prevendo-se que, «dentro de 2 ou 3 anos», este território possa ser Geoparque Mundial da UNESCO.
Outra aposta do Município, passa pela implementação da Estratégia Local de Habitação 2020-2030, onde se pretende «de uma forma muito ambiciosa, atenuar significativamente o problema de falta de habitação nos próximos 10 anos», com o apoio direto a 1400 agregados familiares. No que respeita à cidade de Loulé, já foram adquiridos 8 lotes de terreno com potencial de construção para cerca de 128 fogos, num investimento de 1,5 milhões. Neste momento os projetos «decorrem a toda a velocidade», adiantou o autarca.
Na requalificação urbana, está prevista para breve a inauguração da 2ª fase do Parque Municipal de Loulé, num investimento de 1 milhão 157 mil euros que permitirá criar naquele que é o pulmão da cidade novos espaços verdes e zonas para a prática de desporto informal, como é o caso de um street workout.
Ao nível das acessibilidades, a 2ª fase da Circular Norte de Loulé significa a concretização de uma antiga aspiração dos louletanos, num investimento de 4 milhões. Neste momento, o concurso para a obra já foi aprovado em reunião camarária.
Por outro lado, é intenção da Autarquia criar uma nova avenida «moderna, com características alinhadas com a necessidade de uma cidade que se adapte à emergência climática, com passeios generosos, arborização e uma ciclovia», na zona Norte/Nascente da cidade, entre a Avenida Laginha Serafim e a Rua Afonso de Albuquerque. A aquisição dos terrenos já teve início, numa altura em que o projeto está já numa fase adiantada.
Na área da saúde, em fase de conclusão do projeto e praticamente a arrancar o concurso púbico, para uma unidade de saúde que irá integrar o agrupamento de Centros de Saúde Central – ACES Central, Unidade de Saúde Familiar Lauroé – USF Lauroé, Unidade de Cuidados de Saúde na Comunidade – UCC Gentes de Loulé e Centro de Saúde Universitário. Dos 3,7 milhões de euros, uma parte - 1,3 milhões - é despesa do Ministério da Saúde já aprovada, como explicou Vítor Aleixo que frisou o facto de tratar-se de «um equipamento fundamental e muito necessário na cidade».
A “Cidadela da Segurança e Proteção Civil de Loulé” é outro dos projetos de grande alcance no concelho. No próximo dia 2 de março serão inauguradas as instalações do CREPC – Comando Regional de Emergência e Proteção Civil, um investimento de 900 mil euros, enquanto que o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) regressa ao Algarve e ficará localizado nas instalações do INEM que irão funcionar nesta Cidadela. Em breve será aberto o concurso para esta empreitada cujo investimento deverá rondar 1,5 milhão de euros.
Também em termos de parcerias para a área da segurança o autarca Vítor Aleixo falou do investimento realizado no Posto de Destacamento Territorial de Loulé, primeiro com os arranjos nas cavalariças (40 mil euros) e agora com a melhoria do próprio edifício.
Dentro de dias arranca a obra de musealização dos Banhos Islâmicos de Loulé (1 milhão e 300 mil euros), que, como sublinhou o responsável municipal, «serão um ex-líbris desta cidade».
Na área da cultura encontra-se o Quarteirão Cultural. «Posso garantir-vos que Loulé vai ficar no mapa, muitos turistas irão acorrer à cidade para visitar o nosso Quarteirão Cultural», disse Vítor Aleixo.
Dentro de dias arranca o Parque de Estacionamento da Cássima, localizado num terreno municipal junto os serviços de Segurança Social, que permitirá criar 200 lugares de estacionamento para veículos ligeiros, lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida e zona de estacionamento de motociclos e bicicletas. Um investimento de 435 mil euros.