Política

Jerónimo de Sousa defendeu em Faro aumento do salário mínimo para 850 euros

Jerónimo de Sousa, esteve esta sexta-feira em Faro na apresentação de Tiago Raposo, primeiro candidato da CDU no Algarve às próximas eleições legislativas de outubro.

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Uma iniciativa dirigida pela autarca de Silves, Rosa Palma, que contou com a presença do deputado algarvio do PCP, Paulo Sá.
 
No seu discurso perante militantes e simpatizantes o Secretário-Geral do PCP, assinalou que foram recuperadas nesta legislatura algumas regalias para os trabalhadores que tinham sido perdidas desde o tempo da troika.
 
Ainda assim, Jerónimo de Sousa disse que «era possível ter ido mais longe na recuperação dos baixos salários com um aumento substancial do salário mínimo nacional para os 850 euros, uma alteração nos horários desregulados e na precariedade no trabalho».
 
Neste aspeto referiu que continua «a insistir-se num quadro degradado dos direitos laborais com uma relação laboral favorável à exploração e ao emprego precário»
 
O Secretário-Geral do PCP, criticou também a «política sufocante do défice e das inúmeras e inaceitáveis imposições da União Europeia do Euro, tendo como consequência os insuficientes níveis de crescimento económico, pela degradação dos setores produtivos nacionais e por profundas desigualdades sociais e regionais».
 
Jerónimo de Sousa focou-se igualmente na nova Lei de Bases da Saúde, reafirmando que está aberto o princípio da gestão pública dos estabelecimentos do SNS, e revogação da legislação sobre o regime das parcerias público-privadas, «a consagração da gestão pública dos estabelecimentos do SNS, é uma questão central cuja concretização exige o prosseguimento da intervenção nomeadamente em torno do conteúdo da legislação a aprovar no futuro».
 
Defendeu também que na nova Lei de Bases da Saúde, o Estado só recorra ao setor privado «de forma supletiva» enquanto o SNS não tiver capacidade de resposta, «o SNS necessita da concretização de medidas insistentes no Orçamento do Estado e que permitam a resolução dos problemas que subsistem e que dificultam o acesso dos utentes aos cuidados de saúde, como a contratação de profissionais em falta, tomada de medidas para a redução dos tempos de espera,  o reforço na modernização dos equipamentos e instalações que devem ser tomadas de urgência.»
 
Recuperar o controlo público dos aeroportos nacionais e travar o encerramento de postos dos CTT, nacionalizando a empresa, foram outras medidas que a CDU promete bater-se junto do Governo.