Saúde

José Apolinário diz que abertura de concurso para novo Hospital Central do Algarve é "ato de justiça"

José Apolinário
José Apolinário  
Fotos - Algarve Primeiro
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve disse que a aprovação hoje pelo Governo da construção Novo Hospital Central do Algarve é "um ato de justiça" e "uma janela de esperança" sobre resposta do SNS para a região.

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"Saúda-se a decisão do XXV Governo de Portugal", liderado pelo Primeiro-Ministro Luís Montenegro, "quanto à abertura do concurso para o novo Hospital Central do Algarve que é um ato de justiça para com o Algarve e os algarvios e que reabre uma janela de esperança e confiança para a resposta de cuidados hospitalares do Serviço Nacional de Saúde na região", afirma José Apolinário, num comunicado divulgado hoje ao final do dia.  

Para o responsável da CCDR, este é um investimento "aguardado há muitos anos, previsto no Plano Regional de Ordenamento do Território desde 2007" e uma "prioridade com amplo consenso na região e essencial na melhoria dos cuidados de saúde hospitalares a todos os naturais e residentes no Algarve, na correção de desigualdades regionais de acesso à saúde".

"Um investimento estruturante e inadiável numa região que no final de 2024 contribuía com 4,94% do Produto Interno Bruto Nacional e é justamente uma região em crescimento, na economia como em população", acrescentou.

O novo Hospital Central do Algarve, cuja construção foi hoje aprovada pelo Governo num montante máximo de 426,6 milhões de euros, deverá começar a funcionar em 2031, anunciou o executivo, após o Conselho de Ministros.

Em comunicado, o Governo diz que o Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que autoriza a Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (ACSS, I.P.), a realizar a despesa para a celebração do contrato, em regime de parceria público-privada, para a conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do Hospital Central do Algarve.

O Governo prevê gastar um montante máximo de 426,6 milhões de euros, repartido por 27 anos e não podendo ultrapassar 50 milhões de euros em cada ano, e estima para 2031 o início da operação da nova infraestrutura, acrescenta o comunicado.

"Depois de 20 anos, depois de oito primeiras pedras, foi finalmente, por este Governo, hoje, aprovada a construção do Hospital Central do Algarve", afirmou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, em Lisboa.

O governante salientou que "hoje é um dia histórico para os algarvios, para o Algarve e para o país".

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha anunciado na quinta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, que o Conselho de Ministros iria "aprovar as resoluções para o lançamento do concurso para a construção do novo Hospital do Algarve, uma obra estrutural que se junta a outras como o Hospital de Todos os Santos em Lisboa".

No comunicado da CCDR, José Apolinário, por seu lado, sublinha também o papel que "a colaboração técnica" desenvolvida pelas Unidades de Ambiente e de Ordenamento do Território da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. Algarve, em articulação com a APA/ARH Algarve (Agência Portuguesa do Ambiente/Administração da Região Hidrográfica do Algarve) e com o Município de Loulé, teve "para que esta decisão política e esta janela de esperança".

Realçando, ainda "o total empenho dos Municípios de Faro e de Loulé na cedência do lote de terreno para a construção do futuro Hospital Central do Algarve".

A responsabilidade técnica do dossier é da estrutura de missão do Novo Hospital Central do Algarve.