A moção defende a concretização das regiões administrativas como "um passo essencial para o reforço da democracia, da descentralização e do desenvolvimento equilibrado do país". O documento manifesta a "importância estratégica" do Algarve para a economia nacional, salientando que a região enfrenta desafios específicos nas áreas da gestão da água, mobilidade, habitação, ordenamento do território, ambiente e diversificação económica, que exigem uma maior capacidade de decisão política ao nível regional.
Lembra que a criação das regiões administrativas previstas na Constituição da República Portuguesa é um "compromisso histórico" do Partido Socialista, defendendo um modelo de regionalização assente em órgãos regionais democraticamente eleitos, dotados de competências próprias e dos correspondentes recursos financeiros.
Pela relevância da matéria, defende que a mesma carece de "um amplo debate nacional", envolvendo autarquias, universidades, parceiros sociais, organizações da sociedade civil e cidadãos, "para um Portugal mais coeso, mais eficiente e mais próximo das pessoas".
Na intervenção realizada durante o congresso, José Nascimento defendeu que "o momento de concretizar a regionalização é agora", considerando que Portugal "dispõe já da maturidade democrática necessária para cumprir um desígnio constitucional com quase cinquenta anos".