Num comunicado divulgado, o dirigente socialista dá conta que criticou a proposta de aumento das propinas, sublinhando que qualquer agravamento deste encargo se soma às despesas de alojamento, alimentação e transportes que já condicionam o acesso e a permanência no ensino superior. Para José Nascimento, "um país que precisa de qualificações deve facilitar o acesso ao ensino superior", afirmou.
Na saúde, manifestou preocupação face à redução prevista das verbas na proposta de Orçamento do Estado (redução de 1,5% face a 2026, cerca de 268 milhões de euros) e rejeitou que o fim do Plano de Recuperação e Resiliência dispense o Governo de assegurar a continuidade do investimento. Frisou que as necessidades dos doentes permanecem e que os hospitais e os serviços precisam de equipamentos e de condições para responder à população.
Quanto à habitação, apoiou a posição do Partido Socialista e alertou para o impacto das alterações propostas pelo Governo em matéria de rendas antecipadas e cauções, sublinhando que, num contexto em que o valor das rendas já impede muitos jovens e famílias de aceder a uma casa, o agravamento dos encargos exigidos no início dos contratos constitui uma barreira adicional ao arrendamento e à
autonomia das novas gerações.
José Nascimento defendeu que o Algarve precisa de reunir condições para que os jovens possam estudar, aceder a trabalho qualificado e concretizar os seus projetos de vida, apontando a habitação acessível, a capacidade dos serviços públicos e uma economia geradora de oportunidades ao longo de todo o ano como prioridades para a região.
Apelou ainda à capacidade de ouvir e agir perante as dificuldades sentidas pela população, "antes que a frustração se traduza em afastamento da política e das instituições democráticas", concluiu.