Pyrrait está a fazer a travessia da costa portuguesa em ‘stand up paddle’ e tinha a companhia de Strong, de 27 anos e há alguns anos radicado em Portugal, durante a etapa entre a Zambujeira do Mar e a praia de Monte Clérigo, em Aljezur.
“Hoje foi um dia de perda irreparável e de tristeza profunda. O Arran Strong que me acompanhou durante a etapa entre a Zambujeira e Monte Clérigo, já não está entre nós. Ontem [segunda-feira] durante a etapa que iria de Monte Clérigo até à Carrapateira, desapareceu da sua prancha, quando estávamos mais ou menos a uma milha ao largo da Arrifana”, escreveu nas redes sociais Pyrrait.
O experiente surfista, que está prestes a completar 61 anos, revelou que os dois pararam ao largo da Arrifana “para beber água e tirar umas fotos”, dizendo que viu a sua prancha à “deriva a uns 100 metros de distância”, depois de terem recomeçado a etapa.
“Remei o mais rápido que consegui até lá, mergulhei vezes sem conta há sua procura, mas estávamos numa zona muito profunda e a visibilidade era muito curta, pedi ajuda ao meu parceiro em terra, que automaticamente acionou os meios de salvamento. Um pescador local recolheu-me, a mim e às pranchas, e estivemos perto de duas horas e meia a bater toda a área envolvente com a sonda do barco”, referiu, considerando que são “praticamente nulas possibilidades de estar vivo”.
Arran Strong era atualmente o sexto classificado da Liga portuguesa de surf e 46.º das qualifying series da Liga Mundial (WSL).
Desde segunda-feira que equipas de busca estão a tentar encontrar o homem desaparecido, “na sequência de um alerta recebido pelas 11:33, através do amigo que o acompanhava na prática da atividade”, sendo que “foram de imediato iniciadas buscas no local, coordenadas pelo Capitão do Porto e Comandante Local da Polícia Marítima de Lagos”, de acordo com a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
As buscas pelo jovem que desapareceu enquanto praticava 'stand up paddle' na praia da Arrifana, em Aljezur, foram retomadas hoje de manhã, mas o nevoeiro está a dificultar a operação por mar, disse à Lusa fonte da capitania.
Já hoje, em declarações à Lusa, o capitão do Porto de Lagos, Hugo da Guia, adiantou que o dispositivo deveria integrar também um helicóptero da Força Aérea e uma embarcação salva-vidas, mas, às 09:30, o nevoeiro não permitia qualquer visibilidade, aguardando-se que as condições meteorológicas melhorem para integrar esses meios nas buscas.