Desporto

Lançado concurso de 3 ME para instalar centro multitecnológico no Estádio Algarve

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
A Associação de Municípios Loulé/Faro (AMLF) lançou um concurso de três milhões de euros para instalar um centro multitecnológico no Estádio Algarve e pretende que entre em funcionamento com uma taxa de ocupação acima dos 80%.

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O concurso para a empreitada do futuro E-Sports Hub de Inovação, Incubação e Aceleração Regional, que ocupará 2.235 metros quadrados dos espaços inferiores dos pisos dois e três da bancada nascente do recinto situado no Parque das Cidades, gerido pelas duas autarquias algarvias, foi publicado em Diário da República no dia 18 de setembro.

A ideia foi desenvolvida no âmbito da estratégia de “diversificação, valorização, rentabilização e sustentabilidade” do recinto construído para acolher jogos do Campeonato da Europa de futebol de 2004, disse à Lusa Nuno Guerreiro, diretor-geral do Estádio Algarve.

O objetivo passa por “acrescentar uma nova dimensão” ao Parque das Cidades – complexo onde também será construído o futuro Hospital Central do Algarve – e ao Estádio Algarve, aproveitando áreas que “podem ser reconvertidas para novas funções sem interferir com a sua atividade desportiva e operacional”.

Será criado um espaço “dedicado à inovação, tecnologia, incubação e aceleração empresarial” que pretende atrair empresas, startups e projetos de inovação, no sentido de desenvolver “um verdadeiro ecossistema empresarial e tecnológico dentro do Parque das Cidades”, explicou o também secretário-executivo da AMLF.

Potenciando a ligação à Universidade do Algarve, outro dos objetivos passa por reter talentos formados na região, contribuindo “para diversificar a economia” regional, criando “novas oportunidades em setores de maior intensidade tecnológica e de conhecimento”.

Apesar da designação E-Sports Hub, Nuno Guerreiro esclareceu que o centro não será “exclusivamente dedicado aos ‘e-sports’ [desportos eletrónicos] ou ao ‘gaming’ [vídeo jogos]”, embora a integração no contexto do Estádio Algarve implique uma “vocação” para essas áreas.

A perspetiva passa por fazer do Parque das Cidades e do estádio “uma plataforma de experimentação e demonstração” e “um verdadeiro ‘living lab’ [laboratório vivo]”, onde determinadas tecnologias “possam ser desenvolvidas, testadas, demonstradas e validadas em contexto real”, acrescentou.

“Estamos a falar, por exemplo, de soluções relacionadas com gestão e operação de instalações desportivas, inteligência artificial, análise de performance, segurança, controlo de acessos, gestão de multidões, bilhética, mobilidade, energia, sustentabilidade, broadcasting, produção de conteúdos ou experiência do espetador”, especificou.

Nos espaços inferiores da bancada nascente do Estádio Algarve, serão criados gabinetes e espaços de trabalho para empresas e startups, áreas de ‘coworking’, salas de reunião e de trabalho colaborativo, bem como espaços comuns e áreas de apoio.

Segundo o diretor-geral do Estádio Algarve, já foram desenvolvidos contactos e abordagens que permitiram “aferir o interesse e o potencial” do projeto, o que levou os municípios de Faro e Loulé a estabelecerem uma meta concreta para a entrada em funcionamento do centro.

“Não queremos concluir a obra para só depois iniciar o processo de procura de empresas. Pretendemos que esse trabalho seja desenvolvido em paralelo, para que, concluída a empreitada e iniciada a utilização do centro multitecnológico, este possa arrancar com uma taxa de ocupação superior a 80%”, frisou Nuno Guerreiro.

O projeto, com um prazo de execução de 12 meses, tem um investimento global superior a 3,5 milhões de euros e conta com financiamento comunitário de 50%, no âmbito do programa operacional Algarve 2030.

O prazo para apresentação de propostas ao concurso termina em 02 de novembro.