O programa financiado pelo Fundo Ambiental e pelo Algarve 2030, integra várias soluções, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta no setor doméstico e no comércio, contentores de deposição com acesso controlado, ecocentros móveis e compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e Farol.
De acordo com dados da empresa, em 2025, Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos, das quais 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, cerca de 82% do total produzido. Os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas. Para a Fagar, estes resultados «evidenciam a necessidade de reforçar a separação na origem e reduzir a quantidade de resíduos valorizáveis encaminhados para aterro».
A primeira sessão do programa realiza-se no dia 6 de junho, às 11h00, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, assinalando o arranque da iniciativa junto da população.
Para Pedro Coelho, presidente do conselho de administração da Fagar, “o aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho. Tendo presente que os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil, a diminuição da produção e da quantidade de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro são variáveis determinantes para a sustentabilidade do concelho e da região. A reutilização e uma separação eficaz de resíduos alimentares, verdes e embalagens teriam um potencial de desvio de aterro de quase 75% da produção de resíduos do concelho. Reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”.