Atribuído anualmente desde 1988, o Prémio Camões foi instituído com o objetivo de estreitar os laços culturais entre os vários países lusófonos e enriquecer o seu património literário e cultural, homenageando a sua maior voz, Luís Vaz de Camões. Lídia Jorge junta-se a outros grandes nomes vencedores do galardão, como Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, Jorge Amado, Pepetela ou Mia Couto.
O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, refere no comunicado que: "Lídia Jorge tem levado a alma algarvia e a identidade louletana aos quatro cantos do mundo, através de uma obra intemporal e amplamente reconhecida. Este Prémio Camões não honra apenas a sua excelência, mas eleva também o nome de Loulé no panorama da cultura mundial, no preciso momento em que a escritora assume o papel de Patrona da nossa candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028. É um dia histórico para a nossa terra. Muitos parabéns, Lídia Jorge! ".
A autarquia adianta que a relevância do Prémio Camões junta-se a uma "imensa e prestigiada" lista de distinções que a autora acumulou ao longo da sua carreira, em que, só nos últimos meses, recebeu o Prémio Pessoa 2025, o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia 2026 e a Medalha de Mérito Cultural entregue pelo Governo português na sua terra natal. O seu romance "Misericórdia" (2022) venceu igualmente o prémio francês Médicis Étranger e o Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Do seu currículo contam-se ainda o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, o Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia e o Prémio Literário Vergílio Ferreira.