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Manuel Baptista

Manuel Baptista
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Manuel Baptista criador do Loulé Film Office falou ao Algarve Primeiro, sobre o projecto.
 
Natural de Loulé, Manuel Baptista integrou o grupo de estudantes do ensino secundário que, em 1992 rumou a Lisboa, ao Palácio de S. Bento, para entrevistar o então primeiro-ministro Cavaco Silva.
 
«Esse momento foi uma oportunidade única para um estudante da Escola Secundária de Loulé que ambicionava conhecer mais de perto o mundo do cinema e da comunicação que teve a sorte de ter conhecido pessoas ligadas à rádio e à televisão a trabalhar na SIC».
 
A iniciativa da TSF e da Rádio Energia teve uma enorme projecção a nível nacional, «o que, de certa forma, me abriu portas para estar mais perto do sonho de poder trabalhar nesta área, pois foi com alguns desses contactos que mais rapidamente cheguei ao mundo da televisão».
 
Aos 18 anos, quando foi estudar para Lisboa num colégio, «só tinha aulas no período da manhã e, como tinha ficado com esses contactos de pessoas ligadas ao audiovisual aquando da entrevista ao PM, decidi procurar alguém que me desse uma oportunidade de realizar um estágio numa rádio ou numa área ligada à comunicação, já que seria uma forma de aprofundar conhecimentos e de aproveitar melhor o período da tarde sem aulas».
 
Manuel Baptista foi então convidado para trabalhar na SIC, «numa altura em que se estavam a dar os primeiros passos para a implementação da televisão privada no nosso país».
 
O dia 2 de Novembro de 1994, «ficou-me então guardado por ser o momento em que comecei a trabalhar como assistente de produção, num programa para a SIC».  
 
Ao mesmo tempo, «tirei um curso de realização com a duração de um ano na ETIC (Escola de Tecnologias Inovação e Criação) e, como era muito dinâmico, aproveitei para aprofundar conhecimentos em cinema durante um curso de seis meses»
 
Após o curso, desenvolveu um estágio e, «foi nesse momento que tive o verdadeiro contacto com esta realidade, com este mundo do cinema. Fiz um estágio na NBP e tive uma grande escola com Jorge Paixão da Costa, de quem fui assistente. Jorge Paixão da Costa é talvez ainda hoje o melhor realizador de televisão que há em Portugal».
 
Entrou para a faculdade em regime pós laboral no curso de Ciências da Comunicação variante publicidade e trabalhava em simultâneo.
 
A partir dos conhecimentos «que fui adquirindo, fiz algumas produções sozinho».
 
Manuel Baptista recorda que, «trabalhei na Endemol, nomeadamente na realização do Big Brother e na Academia de Estrelas.
 
Em 2006, voltei ao Algarve onde integrei três projectos de televisão digital, a Loulé TV, a TV Algarve e a Digital Mais TV».
 
Desde 2009, foi fazendo trabalhos na comunicação política, ao mesmo tempo que desenvolvia a sua actividade na Digital Mais TV.
 
«Nas eleições de 2013, fui convidado para integrar a campanha do Dr. Vítor Aleixo e, como desde cedo, tenho a convicção de que Loulé tem todas as condições para ser um centro de excelência em termos de filmagens, apresentei uma proposta ao executivo».
 
Partindo dos seus conhecimentos teórico-práticos, da experiência que foi desenvolvendo a partir dos contactos que foi trocando ao longo do seu percurso e dos muitos trabalhos já realizados, Manuel Baptista sentiu-se à altura de apresentar um projecto ao executivo louletano.
 
«A ideia não é inovadora, o que faz a diferença é a forma como a desenvolvemos, as condições que criamos e o público que temos capacidade de atrair». Neste sentido, o Loulé Film Office, resulta da consciência de que, «o Algarve tem 300 dias de sol por ano, Loulé particularmente tem, paisagens fabulosas, pelo que a criação de uma agência municipal capaz de apoiar em termos logísticos os pequenos produtores, pode ser uma importante mais-valia para captar este tipo de público para o concelho».
 
Manuel Baptista define o projecto como «uma agência da autarquia que pretende promover o concelho de Loulé como destino priviligiado para filmagens, sendo um centro facilitador dentro da autarquia para se pedirem licenças e com bastante rapidez».
 
Para o realizador que conhece bem as dificuldades de quem se desloca para um país diferente, que precisa de pedir licenças, de escolher o melhor alojamento e, o mais próximo possível do trabalho que vai produzir, um projecto deste envergadura é «facilitador de todo o processo, pois a realidade do cinema também é essencial, ainda que o turismo lhe esteja directamente ligado».
 
O Loulé Film Office «tem de ter capacidade de apoio logístico à produção local, já que, quem se desloca para fazer essas filmagens, não o faz em grupos numerosos, não se fazem transportar por grande logística, pelo que, o Loulé Film Office apoia o produtor e suporta a logística de quem se desloca praticamente sozinho e precisa desse apoio de rectaguarda».
 
Este responsável confirmou que «o Loulé Film Office não cobra a taxa de utilização de espaço publico, nem a taxa administrativa, o intuito é tornar Loulé num centro de excelência neste âmbito; um local onde possam chegar cada vez mais interessados em realizar os seus trabalhos e levar além fronteiras o nome do nosso concelho».
 
 
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