Um militar da GNR está acusado pelo Ministério Público de Faro de cinco crimes de tortura e um de ofensa à integridade física qualificada.
A notícia do
Correio da Manhã, revela que "as vítimas foram automobilistas que o arguido deteve e depois agrediu a soco, pontapé, bofetada e com spray de gás-pimenta". O militar em causa que prestava serviço em Quarteirta, entre 2020 e 2021, é acusado de ter agredido e insultado as vítimas nas instalações da GNR.
Alvo de um processo disciplinar da GNR, o militar foi entretanto transferido preventivamente para Albufeira, “para funções administrativas”, esclarece o CM.
Sobre a acusação, o Ministério Público afirma que o guarda “atuou com flagrante e grave abuso de funções e com manifesta e grave violação dos deveres que lhe são inerentes”, defendendo a “proibição do exercício de função”, pondo “em causa a confiança que o cidadão deve colocar na atuação dos polícias e sistema de justiça”.