“Eu não desisto de resolver os problemas do Algarve e não contem comigo para jogos e joguinhos políticos que atrasam a resolução dos problemas do Algarve”, afirmou Maria da Graça Carvalho, numa reação ao anúncio do autarca.
Em declarações aos jornalistas, em Faro, Maria da Graça Carvalho disse que teve oportunidade de ver o vídeo divulgado pelo presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina, no qual anunciou o embargo das obras por alegada violação do Plano Diretor Municipal (PDM).
A ministra considerou positivo o facto de o autarca ter afirmado que não é contra a dessalinizadora, mas ressalvou que continua a analisar os contornos da decisão.
“O embargo é um embargo ao terreno. Eu ainda tenho de analisar bem, porque soube quando já vinha em viagem [para Faro]”, explicou.
A governante afirmou que numa primeira análise dos juristas que a acompanharam no processo, o embargo incide sobre o terreno e não diretamente sobre as obras, pelo que “as obras, na sua maior parte, podem continuar”.
Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar a situação e garantiu que dispõe de mecanismos para reagir caso seja necessário.
“Mesmo que fosse um embargo, nós tínhamos como reagir, como sempre reagimos em todos os embargos e providências cautelares que nos têm imposto e que temos ganho sempre e resolvido sempre”, afirmou.
A reação da ministra surge no dia em que Rui Cristina anunciou, através das redes sociais, o embargo das obras da dessalinizadora de Albufeira, exigindo alterações ao projeto, nomeadamente o prolongamento do emissário e a descarga de salmoura a maior profundidade e mais longe da costa.