Na abertura da sessão, Hélder Martins, presidente da direção da AHETA, lamentou a dificuldade de concretizar projetos turísticos no Algarve, sobretudo no interior, dando exemplos como o do Ombria Resort, que começou a ser projetado nos anos 80 do século XX, mas só obteve licença de abertura em 2025.
O dirigente sublinhou que "este é um exemplo que não se deve repetir" e defendeu um "licenciamento mais célere", porque "só conseguiremos fixar pessoas no interior se houver postos de trabalho".
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Da mesma opinião é o Ministro Gonçalo Matias, segundo o qual "o país não teve capacidade de aproveitar as oportunidades das últimas três décadas, devido a processos burocráticos que não fazem nenhum sentido". No entender do governante, foi criado "um sistema infernal de controlo prévio, que nos impede de avançar". Por outro lado, "não podemos continuar a ter regras desatualizadas e entidades pensadas para um mundo que já não existe", considerou.
Para inverter esta situação, a AHETA refere que o definiu uma estratégia assente em dois pilares: simplificação e digitalização.
Em implementação, está o processo único de licenciamento global, com recurso à Inteligência Artificial. Denominado ' LicencIA ', Este novo sistema vai permitir aos empresários submeter a documentação dos projetos num único ponto, que depois "vai dialogar com as outras entidades".
Trata-se de uma das medidas de um "programa completo e complexo", que "nos permitirá fazer uma reforma verdadeiramente transformadora" e ter "um país mais moderno". Para isso, referiu Gonçalo Matias, "é preciso confiar nas pessoas e na tecnologia".
A seguir à exposição do governante, houve um período de perguntas e respostas, para esclarecimento de dúvidas sobre as mudanças propostas.
De acordo com a AHETA, estão previstos mais eventos nos mesmos moldes durante 2026, cujas datas, locais e temas serão divulgados em breve.