Política

Mulheres Socialistas do Algarve integram Rota do PS dedicada ao Interior e Cooperação Transfronteiriça

 
As Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos (MS-ID) do Algarve participaram na Rota do PS dedicada ao interior e à cooperação transfronteiriça.

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A jornada ficou marcada pela proximidade às populações, pela valorização dos territórios de baixa densidade e pela reflexão sobre os desafios e oportunidades que se colocam à região algarvia. A iniciativa contou com as presenças do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e da presidente nacional das Mulheres Socialistas, Carla Tavares.

Segundo comunicado da estrutura partidária, o percurso incluiu o concelho de Alcoutim, onde a comitiva visitou o Lar da Associação Humanitária de Bombeiros de Alcoutim. A visita permitiu conhecer de perto o trabalho desenvolvido pela instituição e a importância das respostas sociais para a população, particularmente num território marcado pelo envelhecimento demográfico e pela necessidade de garantir condições de vida dignas a quem escolhe permanecer no interior.

A jornada terminou com uma viagem de barco pelo rio Guadiana, entre Alcoutim e Vila Real de Santo António, evidenciando a proximidade entre as comunidades dos dois lados da fronteira e o potencial da cooperação entre o Algarve e a Andaluzia.

Para Ana Cruz, presidente das Mulheres Socialistas do Algarve, esta iniciativa representou uma oportunidade “para reforçar a proximidade e colocar os desafios do interior no centro da agenda política: estar no território, ouvir as populações e conhecer de perto a realidade de quem aqui vive e trabalha é essencial para construir respostas políticas que façam verdadeiramente a diferença”.
A dirigente acrescenta ainda que “o interior não pode ser visto apenas como um território que precisa de respostas para combater a desertificação, mas como um território com enormes potencialidades que importa valorizar.”

Ana Cruz sublinha também a importância da dimensão transfronteiriça: “A relação com a Andaluzia é estratégica para o desenvolvimento do Algarve. Temos uma fronteira que deve ser encarada não como uma barreira, mas como uma oportunidade para aproximar pessoas, instituições e empresas, reforçar serviços e criar novas oportunidades económicas e sociais. A cooperação transfronteiriça é também uma ferramenta de coesão territorial e de promoção da igualdade de oportunidades.”

Em jeito de conclusão, as Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos do Algarve reafirmam a defesa de políticas que combatam a desertificação humana, promovam a fixação de população, reforcem os serviços públicos e valorizem o setor social, sem esquecer a criação urgente de novas oportunidades de desenvolvimento económico. Para a estrutura regional, é fundamental aprofundar as relações entre o Algarve e a Andaluzia, potenciando as ligações económicas, sociais, culturais e institucionais, transformando a posição geográfica da região numa vantagem real para as populações de ambos os lados da fronteira.