Economia

Município de Albufeira pretende investir 25 milhões de euros no futuro de Paderne

O Município de Albufeira promoveu duas sessões públicas de divulgação do Programa de Reabilitação Urbana da aldeia de Paderne, no Auditório D. Paio Peres Correia, na sede da Caixa Agrícola local.

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Devido às regras impostas pela pandemia, as sessões limitaram-se a um número reduzido de pessoas, tendo a autarquia optado por realizar duas sessões que, no total, contaram com a participação de 63 pessoas, que se deslocaram para saber sobre as alterações previstas para a zona e os impactos que poderão trazer às suas vidas.
 
Comunicado da autarquia adianta que após a alteração da Delimitação da Área Urbana de Paderne (ARU), que entrou em vigor a 28 de novembro de 2018, o município passou a dispor de um prazo de 3 anos para a aprovação da operação de reabilitação urbana, tendo nessa sequência procedido à elaboração do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana da aldeia de Paderne. O programa, que define uma estratégia para 10 anos, assenta em três objetivos estratégicos, dez opções estratégicas e 42 ações estruturantes, entendidas como prioritárias à reabilitação da aldeia.
 
Trata-se de um investimento que visa reabilitar o edificado degradado e requalificar os espaços urbanos, infraestruturas, equipamentos e espaços verdes e de utilização coletiva, com vista a contribuir para a revitalização física, económica e social da aldeia.
 
Está previsto um hotel rural com vista à revitalização económica, a criação de um espaço para feiras e eventos e a reabilitação do Mercado, «destinado a promover os produtos locais e os eventos tradicionais», bem como a pedonalização de três arruamentos, de forma a atrair investimento para a zona. 
 
De realçar, também, a reabilitação do edifício da Praça da República (nº 11) para Centro de Artes e Ofícios, a requalificação da Casa do Povo e do edifício da Banda Filarmónica, a criação de um parque verde urbano e a requalificação da Praça Comendador Libânio Correia, com o objetivo de aumentar os espaços de convivência da população. O programa contempla, também, a criação da variante à Rua 5 de Outubro, com vista à redução de tráfego, prevendo-se a circulação na aldeia apenas para residentes, bem como a construção de três parques de estacionamento público.
 
Durante a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal referiu que cada vez mais as pessoas estão voltadas para o interior e escolhem as zonas de baixa densidade à procura de qualidade de vida e do contacto com a natureza. “A coesão territorial não pode ser apenas uma palavra, temos que apostar no interior, rejuvenescer e reabilitar para tornar estes territórios mais atrativos”.
 
A aldeia de Paderne é uma das mais antigas do concelho e encontra-se inserida nos limites territoriais do aspirante a Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, estando a decorrer a formalização da candidatura à rede mundial de Geoparques da UNESCO, que para José Carlos Rolo, “é um salto qualitativo para as pessoas que aqui residem ou pretendem vir a residir”, acrescentando que esta situação aliada à reabilitação e requalificação da aldeia contribuem para dar uma nova vida à localidade.
 
“O Programa Estratégico da Reabilitação Urbana da aldeia de Paderne que tem um horizonte temporal de dez anos, está associado a um programa de investimento público superior a 25 milhões de euros, destinado a intervenções que consideramos essenciais para a reabilitação da aldeia sob o ponto de vista urbanístico, com implicações ao nível da atividade económica e da melhoria da qualidade de vida dos residentes, frisou o autarca. “Mas atenção, todo este dinamismo não pode ser encarado como estático, o que estamos a apresentar aqui hoje, pode não corresponder às necessidades daqui a uns anos. Tratando-se de um programa estratégico tem a possibilidade de ser ir adaptando às necessidades e alterações de paradigma que possam vir a ocorrer no futuro”, referindo-se por exemplo ao teletrabalho, o ensino à distância, a mudança das famílias para zonas de baixa densidade, o incremento do turismo de natureza, entre outros. “O programa não está fechado, daí a importância da participação interessada de todos”, sublinhou.
 
Cláudia Guedelha, vereadora responsável pelo pelouro da Reabilitação Urbana, recordou que em 2018, a alteração à delimitação da ARU foi discutida na mesma sala, sendo que “no decorrer da elaboração do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana, e atendendo às ações estruturantes previstas, houve necessidade de prever uma nova alteração da delimitação da ARU, que agora totaliza uma área de 30,9 hectares, correspondendo a um aumento de 21,9 hectares, sendo assim proposta a alteração da delimitação da ARU e em simultâneo, o correspondente Programa Estratégico de Reabilitação Urbana”.
 
Até ao próximo dia 7 de junho é possível consultar a documentação na Junta de Freguesia e na Câmara Municipal e enviar contributos e sugestões, através do preenchimento da ficha de participação.