A cimeira Humanity Summit decorre até esta quarta-feira em Faro e Lisboa, focando os princípios de Dignidade, Igualdade e Liberdade, juntando várias individualidades e entidades nacionais e internacionais.
Com vários eventos paralelos a decorrer no país, Lagos fez parte desta rota ao acolher uma visita ao seu museu – Núcleo Rota da Escravatura (Mercado de Escravos), e uma sessão de homenagem aos que sofreram e lutaram durante esse período negro da história.
Segundo explica nota do Município de Lagos, organizada pela Muxima Bio BV, a Humanity Summit reúne várias pessoas em torno da temática dos Direitos Humanos, nomeadamente líderes nacionais e internacionais, ativistas, representantes governamentais e da sociedade civil, influencers, investidores de impacto social, líderes corporativos, entre outros. O principal objetivo é o de amplificar vozes sub-representadas e encontrar estratégias e soluções para tornar o mundo mais coeso e justo com base em princípios de igualdade e inclusão. Promove também a filantropia e responsabilidade social, estabelecendo parcerias com várias entidades para a sua missão.
Dado o papel importante na preservação da memória e educação sobre a história da escravatura em Portugal, o Museu de Lagos – Núcleo Rota da Escravatura (Mercado de Escravos) foi um dos locais escolhidos por uma comitiva da Humanity Summit, numa visita que foi acompanhada por Sandra Oliveira, vereadora da Câmara Municipal de Lagos.À visita guiada, seguiu-se uma cerimónia de homenagem às vítimas do período da escravatura no local onde, em 2009, foram descobertos esqueletos humanos, posteriormente identificados como tendo sido escravos da época dos Descobrimentos, na sequência de uma intervenção arqueológica (Vale da Gafaria).