A iniciativa, integrada no projeto “Museu para Todos”, desenvolvido pelo GAMP desde 2024, com o apoio da Unidade de Cultura da CCDR Algarve, do Museu e do Município de Portimão, visa explorar e aprofundar o contacto com a história, o património cultural e identitário dos museus e monumentos algarvios.
Sob o tema “Fortalezas Marítimas do Algarve no Século XVII”, a tertúlia de 7 de novembro será dinamizada pelo professor e investigador Valdemar Coutinho, autor de diversos estudos sobre o património histórico e cultural algarvio.
Nota do GAMP enviada ao Algarve Primeiro revela que a região esteve "muito mais exposta" a incursões frequentes de piratas e corsários europeus, berberes e turcos do que a faixa costeira ocidental, "até porque a costa algarvia dispunha de muitos ancoradouros de fácil desembarque de piratas e corsários, pondo em risco tanto a vida das populações como os seus bens". Daí a existência de fortalezas marítimas dotadas de meios para repelir, com eficiência, os referidos ataques, conforme explica a publicação enviada ao nosso jornal.
No século XVII, os perigos eram tão graves e frequentes que, em 1618, Filipe II de Portugal (III de Espanha) contratou o arquiteto italiano Alexandre Massai para estudar a situação das fortalezas marítimas, para garantir a segurança.
O dito estudo foi entregue em 1622, subordinado ao tema “Descripção do Reino do Algarve”, com sugestões de construção de novas fortalezas ou de melhoramento das existentes, o que veio a concretizar-se nalguns casos, lê-se ainda na nota divulgada.