La Barca, Afro Anatolian Tales e Bandua compõem o programa musical desta edição, acompanhado por uma instalação artística criada por Nuno Pimenta especialmente para o evento, regista a nota do Município de Lagos enviada ao Algarve Primeiro.
Ao longo dos três dias, o recinto acolhe uma instalação de Nuno Pimenta, com curadoria da Eterno, concebida propositadamente para esta edição. Inspirada na ondulação do mar e na relação histórica de Lagos com o oceano, «a obra recorre a materiais existentes, que poderão ter mais do que uma vida, para criar uma estrutura efémera onde se cruzam arte e arquitetura, estabelecendo também um diálogo com a paisagem e o espaço envolvente», explica a autarquia.
A programação musical começa a 4 de setembro com La Barca e o espetáculo Verde mi Sangre, Rojo tus Hojas. Resultado de um processo de investigação e criação em torno da biodiversidade, convidando à reflexão sobre a relação entre humanidade e natureza.
No dia 5 de setembro, Afro Anatolian Tales apresenta Tarab Dance. Liderado pelo percussionista neerlandês-turco Sjahin During e reunindo músicos de diferentes nacionalidades e percursos, o projeto percorre tradições musicais da Anatólia, Irão, Índia e de outras culturas ligadas à antiga Rota da Seda.
As Noites no Cais encerram a 6 de setembro com Bandua, projeto de Bernardo D’Addario e Edgar Valente que cruza a memória e a cultura portuguesas com tendências musicais globais. Entre o eletrónico e o orgânico, a tradição e a tecnologia, a dupla apresenta uma linguagem sonora que revisita as raízes portuguesas a partir de uma perspetiva contemporânea e multicultural, antecipando também o universo de Bandua II, o novo álbum com lançamento em 2026.
Os espetáculos têm entrada gratuita, sendo necessário o levantamento prévio de bilhete na receção do Centro Cultural de Lagos. Nos dias dos espetáculos, os bilhetes poderão também ser levantados no pórtico de entrada do recinto, a partir das 19h00.