As expetativas do turismo algarvio para o final 2021, estavam muito próximas das registadas em 2019, o melhor ano de sempre para a região.
Tendo em conta as reservas na hotelaria efetuadas desde agosto, com procura elevada do mercado nacional e espanhol e de outros mercados externos, «esse processo estava a decorrer de forma muito profícua, com resultados muito bons até ao final de novembro», segundo confirmou ao Algarve Primeiro, o Presidente da RTA.
Com a chegada da variante Ómicron e o consequente agravamento da situação epidemiológica, quer em Portugal, mas também nos principais mercados emissores, nomeadamente Reino Unido, Alemanha ou Holanda, associado às sucessivas restrições para quem chegasse ao país e para o funcionamento das atividades, restringiram a motivação de visita, «mas ainda assim, tenho a informação de vários hoteleiros que garantiram 40% da sua taxa de ocupação no fim de ano, como outros que tiveram 90%, dependendo das unidades hoteleiras estarem mais direcionadas para procura nacional com mais facilidade de captar clientes, sendo mais difícil quando se dirigiram ao mercado internacional. Sabemos que não será um ano semelhante ao de 2019, mas com melhores resultados que 2020, e as estimativas que temos é que até ao fim de 2021, tenhamos garantido 60% dos proveitos conseguidos em 2019», avançou João Fernandes.
Para 2022, imprevistos à parte, o responsável pelo Turismo do Algarve, indicou que a partir de março já há bons níveis de reserva, «a expetativa é de que os nossos mercados externos prefiram o sul da Europa, ao Mediterrâneo como um todo, ou seja, todos os relatórios internacionais dizem que o reativar das viagens externas, no caso dos europeus, se fará primeiro na esfera intraeuropeia. Lembro que a questão da alta taxa de vacinação no nosso país tem sido determinante, mas também os prémios que o Algarve recebeu durante a pandemia relacionados com a segurança, quando foi a primeira região a ter regras para a época balnear publicadas em lei ou ainda a primeira no mundo, a apresentar um manual de higiene e segurança para os diferentes segmentos de atividades em tempo de pandemia. Todos esses fatores têm sido determinantes para sermos reconhecidos, o que quer dizer que mesmo com a Covid, reforçámos a nossa notoriedade e hoje já há mais gente a reconhecer a marca Algarve, o que é muito bom, além de termos ganho o prémio de melhor destino de praia do mundo», realçou.