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Não se fique pela primeira impressão de uma pessoa
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É comum ouvirmos dizer que “a primeira impressão determina uma relação”, ainda assim, é bom ter em conta que isso pode levar-nos a situações de injustiça e a que cometamos erros na avaliação de algo ou de alguém.
 
Se é um facto que a primeira impressão conta, também é verdade que muitos factores podem condicionar essa imagem que retiramos de uma pessoa, de um local ou de uma situação. O simples contexto, a par das expectativas podem induzir-nos em erro e perdermos a oportunidade de conhecermos melhor alguém. Na sua obra “Como o acaso comanda as nossas vidas”, Stefan klein é muito claro neste ponto alertando para o problema de nos deixarmos influenciar por muitos factores externos quando avaliamos essa primeira impressão. O mesmo autor recorda que não é raro acontecer que as emoções que estamos a sentir no momento, a comparação que possamos estar a fazer em relação a outra pessoa, influenciem uma primeira impressão pelo que, é sempre mais prudente dar oportunidade de colher uma segunda opinião.
 
Neste sentido, aquilo que vulgarmente se diz na gíria de que é preciso dar importância à primeira imagem que retiramos de alguém pode não ser a verdade. Se o leitor pensar bem, certamente que já lhe aconteceu gostar e ter uma impressão diferente de uma mesma pessoa. Tal acontece porque muitas vezes somos conduzidos pelo momento, pelas expectativas que temos em relação a um encontro, pelo que queremos que aconteça e daí por diante. Muitos são os divórcios que resultam de um amor à primeira vista e, muitos são os casos de sucesso resultantes de uma impressão mediana no primeiro encontro.
 
No livro “Presence”, a especialista no estudo das primeiras impressões Amy Cuddy (famosa pelo 2º TED Talk mais assistido de todos os tempos) sustenta que, quando conhecemos alguém, há duas perguntas que nos surgem na mente: Posso confiar? Posso respeitar? Vamos sintetizar as perguntas em duas palavras: cordialidade e competência, anota a autora evidenciando que, no mundo competitivo em que vivemos, nem sempre a segunda oportunidade nos é dada, razão pela qual as pessoas se esforçam tanta em dar o máximo possível num primeiro encontro, esquecendo-se também de mostrar outros requisitos importantes.
 
É um facto que, na nossa vida pessoal podemos e devemos duvidar da primeira impressão e, se houver interesse, aprofundar mais o conhecimento de uma pessoa. No mundo profissional, nem sempre temos essa oportunidade pelo que, o melhor é mostrar logo alguns atributos no primeiro contacto. Ainda assim, se tal não correu como gostaria, nada custa tentar novamente, pois nem todas as pessoas nos fecham a porta da empresa por não termos dado o nosso melhor à primeira.
 
É fundamental que se empenhe muito mais em cativar o outro do que em mostrar apenas competência e cordialidade. Se o nosso mundo está mais exigente, a conversa que conseguimos estabelecer, a empatia, a capacidade de olhar o outro no olho, a transparência, a roupa apropriada também são requisitos para causar uma boa impressão e dar oportunidade a que ocorra um segundo encontro.
 
Lembre-se que, quando nos sentimos bem com uma pessoa, gostamos de repetir, mas se sentimos que algo poderia ter corrido melhor, também temos interesse em promover um segundo ou terceiro encontro. Tal acontece também na vida profissional, tudo depende da impressão que conseguimos causar. Se fomos demasiado tímidos, isso também pode despertar interesse no outro, se somos excessivamente faladores é que podemos afastar mais facilmente, pois quem é tímido vê como arrogante e convencido aquele que fala demais.
 
No fundo a medida “certa” reside no equilíbrio. Com empatia conseguimos perceber se estamos a agradar, a falar demais ou se precisamos de abrir mais um pouco o assunto ao outro. Esta capacidade de olhar o outro é muito importante em todas e quaisquer circunstâncias e, esse pode muito bem ser o segredo para causar uma boa impressão: ser igual a si mesmo, ser honesto e sincero!
 
Partindo do princípio de que temos de dar o nosso melhor no primeiro encontro, isso pode ser positivo porque nos ajuda a pensar acerca do assunto, a treinar a nossa postura, tom de voz e até a colocar alguns assuntos sobre a mesa para podermos estar preparados, mas já sabe, não se esqueça de ser natural, de mostrar simpatia e capacidade de se colocar no lugar do outro, pois essa é que é a verdadeira chave e a base para que possam ocorrer futuros encontros.
 
Também é importante evidenciar a importância de, sempre que possível, permita-se viver um segundo momento com a mesma pessoa, pois certamente que está uma opinião muito melhor e mais elaborada a seu respeito, mesmo que a relação não avance, simplesmente vale a pena conhecer melhor as pessoas, aprender com elas e dar um pouco de nós também.
 
Fátima Fernandes
 
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