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Não tente mudar ninguém. Mude-se a si mesmo!
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É extensa a lista de pessoas que passa a vida a querer mudar os outros e sem sucesso, tal acontece porque ninguém tem o dom de mudar ninguém, mas simplesmente de se ajustar e de se mudar a si mesmo para que uma relação funcione o melhor possível.
 
Se falarmos com uma mulher em início de namoro, muito provavelmente o que nos dirá é que, está numa nova relação e que vai conseguir mudar o namorado para que ele fique “à sua maneira” e para que se torne no homem “dos seus sonhos”. Apetece logo perguntar a razão pela qual iniciou um relacionamento com uma pessoa tão diferente de si, a tal ponto que a mesma precisa de mudar para que a relação evolua. Ao invés disso, é muito mais interessante procurar conhecer melhor as pessoas e ver aquilo que mais as aproxima, em vez de entrar numa relação só para ter uma companhia, só para não estar sozinha, só para mostrar um namorado à sociedade. Mas, tal acontece porque o homem estava ligado à sociedade e ao mundo do trabalho e a mulher era a dona do lar… o que não faz qualquer sentido nos dias de hoje em que ambos trabalham e em que se luta pela igualdade de género.
 
A mulher não é a dona do lar, a casa é para os dois desfrutarem de momentos de muita harmonia e de entendimento, é o espaço onde o casal faz as suas confidências, namora e discute os seus problemas da melhor forma possível. Nem o homem é o “chefe de família”, nem a mulher “a dona da casa”. Se repararmos, precisamos de atualizar todos estes termos, sob pena de os continuarmos a arrastar num tempo diferente e em que os mesmos não fazem qualquer sentido.
 
Temos de ser mais criativos e mais capazes de nos respeitar a nós mesmos e aos outros. Ninguém deve entrar numa relação com a ambição de mudar uma pessoa, pois por muito que tente, só irá transformar essa pessoa em alguém pior. As pessoas não mudam porque nós as forçamos a mudar, mas sim quando se sentem amadas, respeitadas e sentem necessidade de evoluir e de dar mais de si ao outro e ao projeto de vida em comum.
 
É fundamental que tenhamos em mente que, quando ambos se ajustam para que uma relação dê certo, ocorre a construção de um projeto de vida em comum e, ambos os parceiros envolvem-se nesse projeto de vida dando o seu melhor. Aproveitam as suas melhores características e os pontos mais positivos do outro para fazerem chegar mais longe o relacionamento e, acima de tudo, conversam muito sobre a realidade, trocam experiências e encontram entendimentos. Uma pessoa que está de livre vontade numa relação, tem somente a ambição de amar, de respeitar, de aprender com o outro e de se mostrar para que igualmente o outro a aceite, respeite e ame à sua maneira.
 
Não podemos obrigar ninguém a gostar de nós, muito menos a pensar como nós e, se pensarmos bem, o que atrai duas pessoas são os muitos pontos em comum e as diferenças que podem acrescentar a relação, alimentar o diálogo, o encontro de ideias e a negociação.
 
É de um bom ambiente familiar que todos precisamos, não de uma guerra constante para ver quem é mais forte e quem tem razão. Se pensarmos nisso, vamos perceber a inutilidade de tentar mudar alguém quando afinal, gostamos é da pessoa tal como ela é, mas ouvimos daqui e dali que a mulher tem de mudar o homem e, muitas mulheres cresceram com esse modelo interiorizado pelas suas mães e avós. Não há erro maior!
 
Se não temos capacidade de aceitar o outro tal como ele é, podemos sempre ponderar o fim da relação, já que duas pessoas muito diferentes dificilmente conseguem ter a relação harmoniosa que pretendem. Depois, investir o nosso tempo e energia para mudar o outro é mera perda de tempo, pois naturalmente o outro se sentir amor, carinho e compreensão, facilmente se irá ajustar à vida a dois tal como qualquer mulher o fará. O que todos precisamos é de sentir essa oportunidade, de perceber que o outro nos ama e aceita tal como somos e que está disposto a dividir a sua vida connosco.
 
É verdade que, muitos casais discutem diferenças durante décadas e que não se separaram, mas já reparamos na sua qualidade de vida? Já percebemos que vivem as discussões como um vício diário e que já não sabem viver de outra forma? Valerá a pena dividir a nossa vida com alguém que discute todos os dias, por tudo e por nada, sem espaço para os momentos de felicidade? Esta é a questão que deixo aos nossos leitores, acrescentando que, o mesmo se passa com os nossos filhos.
 
As crianças não têm de ser como o pai ou como a mãe, têm de ser elas mesmas, com oportunidades para aprender, para crescer, para desafiarem o mundo. Os pais não têm o direito de obrigar os filhos a serem como eles, até porque isso seria uma tarefa inútil. Cada ser humano é único e especial, tem as suas características, os seus gostos e interesses, a sua personalidade e as suas qualidades positivas e negativas. Temos de aceitar os nossos filhos tal como eles são e ajudá-los a crescer melhor, a aprenderem a vida, a conhecerem-se, a descobrirem o mundo, por isso, temos todos de aprender algo muito importante: o respeito pelas diferenças e o respeito pelos outros!
 
Temos de aprender a expor as nossas ideias e não a impô-las, temos de ser capazes de nos colocar no lugar do outro e procurar entender as suas atitudes e, acima de tudo, temos de aprender a proteger as nossas emoções para que sejamos mais seguros, confiantes e melhores pessoas para nós próprios e para os outros.
 
Fátima Fernandes
 
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