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O medo como reflexo de maturidade
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Muito se fala acerca do medo, do pânico e da ansiedade, pelo que vale a pena compreender que, precisamos de todos “esses ingredientes” na “dose certa”, pois se o medo irracional nos prejudica, é o racional quem nos prepara para as situações.
 
Vejamos que, sem medo o indivíduo pode arriscar colocar-se em perigo. Se o organismo emite “sinais de alerta” face a uma determinada situação, gerando ansiedade ou algum tipo de mau-estar, é porque o sujeito sabe de antemão que se está a confrontar com algo que lhe é prejudicial, sendo sempre possível travar esse impulso e prevenir a situação.
 
Se o medo nos pode impedir de realizar algo importante porque não foi devidamente enquadrado e interpretado, também é o medo que nos protege de perigos desnecessários, pois se eu souber que devo olhar para ambos os lados antes de atravessar uma rua movimentada, naturalmente que evito um acidente e, sempre que me preparo para atravessar, aplico esse conhecimento.
 
Naturalmente que, há o medo patológico que resulta precisamente dos excessos que se vão acumulando na nossa mente e que nos impedem de realizar as situações mais simples e banais do quotidiano. Esses medos precisam de ser tratados, sob pena de se tornarem em pânicos e bastante incapacitantes para o indivíduo que deles sofre.
 
O medo racional é aquele real que nos impõe uma atenção perante as situações perigosas e, esse constitui uma marca de maturidade, na medida em que, um conjunto de conhecimentos nos permite prevenir as situações em que precisamos de os evitar. Este medo aplica-se à condução, pois sabemos que conduzir sob o efeito do álcool é perigoso, o excesso de velocidade limita a capacidade de parar atempadamente, conduzir com o carro em más condições, é algo de muito perigoso, bem como os riscos desnecessários que se corre nas mais variadas situações.
 
Se os pais souberem que existe perigo de queda das crianças, mais facilmente protegem uma varanda, se souberem que a criança ainda não sabe nadar, não a deixam sozinha na piscina e daí por diante.
 
É neste sentido que se fala no medo enquanto sinónimo de maturidade, uma vez que se age de forma preventiva para evitar ao máximo, as situações de risco.
 
Com a aquisição de conhecimentos e a correta perceção desses medos, é muito mais fácil preveni-los em vez de desafiar os limites e “ver o que vai acontecer”.
 
Nenhuma pessoa madura e responsável se coloca em risco consciente, sabendo que pode sofrer um acidente, por isso se fala tanto em maturidade e a importância de, o mais possível, fazer corresponder a idade com o conhecimento necessário, uma vez que, apesar de a maioridade se atingir aos 18 anos no nosso país, está provado que a maturidade só se pode consolidar aos 21 anos.
 
Neste sentido, existe sempre uma diferença entre a idade e a maturidade, pelo que é essencial fornecer aos mais novos alguns medos que os possam proteger de muitos perigos, como é o caso do consumo de álcool ou outras drogas, a condução, os comportamentos de risco e daí por diante. Com o exemplo, os adultos; maduros e responsáveis, conseguem fazer chegar esta noção de perigo com o medo na “dose certa”.
 
Fátima Fernandes
 
 
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