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O preconceito é um obstáculo à felicidade
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Andamos cada vez mais à procura da felicidade como algo que existe no exterior e, nem sempre paramos para pensar que, esta reside dentro de nós, e que se não conseguimos ter momentos felizes ao longo do dia, é porque não estamos predispostos para uma forma mais alegre de vida.
 
Muitas são a causas da infelicidade, entre outras, a saúde mental pode comprometer esse encontro diário com momentos de descompressão e sensações de bem-estar, mas também o preconceito é um fator limitativo, uma vez que, há pessoas que não se permitem ser felizes por crenças de vária ordem.
 
É nesse sentido que abordamos o preconceito como um obstáculo à felicidade, sempre na tentativa de melhorar a qualidade de vida de quem nos acompanha neste espaço “Dica do Dia”.
 
É nosso objetivo que, dentro do possível, o leitor pense em alternativas para um problema e, acima de tudo que encontre novos despertares que lhe permitam pensar na vida de outra forma.
 
Vamos então ao preconceito que é, sem dúvida alguma, um forte impedimento para que se vivem momentos de felicidade pessoal e social.
 
O preconceito é um obstáculo à felicidade precisamente por isso: vivemos um conjunto de ideias pré-concebidas que nos impedem de ver a realidade, aquilo que temos dentro e fora de nós com um sentido lógico.
 
O preconceito impede-nos de apreciar porque já temos um conjunto de “ideias feitas” acerca das pessoas e dos objetos, por isso, mal nos deparamos com uma situação, parece que temos logo o seu desfecho, mesmo sem experimentar.
 
Existe como que um julgamento prévio das situações que não nos permite que sejamos livres e descontraídos, tudo porque o preconceito “é um juízo pré-concebido, que se manifesta numa atitude discriminatória perante pessoas, crenças, sentimentos e tendências de comportamento”.
 
Os especialistas reforçam que se trata de uma “ideia formada antecipadamente e que não tem fundamento crítico ou lógico”.
 
O preconceito resulta da ignorância das pessoas que se prendem às suas ideias pré-concebidas, desprezando outros pontos de vista, por exemplo. Na maioria dos casos, as atitudes preconceituosas podem ser manifestadas com raiva e hostilidade.
 
É importante ter em conta que, o preconceito pode ser fruto de uma personalidade intolerante, porque são geralmente autoritários e acreditam nas normas do respeito máximo às suas ideias pré-concebidas, e desprezando qualquer outra ideia que ultrapasse a realidade que consideram como "normal".
 
Com esta postura perante a vida e as situações, muitas pessoas deixam escapar a aprendizagem, o contacto com novas pessoas e realidades, uma vez que, antes de iniciarem algo, parecem já saber a resposta que vão encontrar. Fazendo disto uma bandeira de vida como muitas pessoas fazem, é natural que a felicidade se lhes escape por entre os dedos, já que perdem muitas oportunidades de se conhecerem a si mesmas, de se acrescentarem através das relações sociais e de darem espaço a novas sensações.
 
Existem diferentes manifestações e tipos de preconceito, sendo as suas formas mais comuns o preconceito social, racial (racismo) e sexual (sexismo ou homofobia).
 
Nas características comuns a grupos, as atitudes preconceituosas são aquelas que partem para o campo da agressividade ou da discriminação.
 
Refira-se que, para modificar este comportamento, é essencial compreender um pouco mais como é que ele funciona. Assim, pode-se afirmar que, o preconceito faz parte do domínio da crença por ter uma base irracional, não do conhecimento que é fundamentado no argumento ou no raciocínio.
 
É de ter em conta que também existe o preconceito linguístico, que consiste numa discriminação sem fundamento contra variedades linguísticas. Esse também é um preconceito social, e tem como alvo pessoas que falam de forma diferente devido a algum motivo histórico ou cultural.
 
Também é possível identificar o preconceito religioso, onde um indivíduo é discriminado pela sua prática religiosa e há muitos outros que, no seu todo, apenas resultam em atos de descriminação, injustiça e capacidade de ver o mundo de forma mais alargada.
 
Acredita-se que, somos tão mais felizes quanto conseguirmos resolver os nossos dramas interiores e, isso é um desafio que pode muito bem começar pela forma como apontamos o dedo ao outro só por ser diferente de nós e procurar saber porque o fazemos.
 
Perceber a razão pela qual somos preconceituosos ajuda-nos a deixar de ser, uma vez que tomamos consciência de algo que fazemos, mas que não parávamos para pensar acerca do seu fundamento e razão de existir.
 
Todos tendemos a olhar para os outros, o problema é olharmos sempre de forma crítica e apontando problemas sem fundamento.
 
Somos todos diferentes uns dos outros e isso é o que nos distingue e valoriza enquanto seres humanos. Se pensarmos na oportunidade que perdemos de conversar com alguém com uma ideia diferente da nossa, certamente que não o repetiremos.
 
Aprendemos na diversidade e na troca de ideias e, se pensarmos bem, até não somos assim tão preconceituosos se não estivermos perto de quem nos alimenta esses preconceitos. Experimente estar num ambiente desconhecido e verá que, sozinho não terá tantos argumentos para criticar os outros, acaba por aceitar muito melhor aquilo que julgava não ser capaz.
 
A mudança de grupo ou de ambiente ajuda muito a corrigir os nossos comportamentos erráticos, pelo que experimente e dê uma oportunidade a si mesmo de aprender algo novo, sem preconceitos!
 
Fátima Fernandes
 
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