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O que se procura nas redes sociais?
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Muito se tem falado e debatido acerca das redes sociais, sobretudo pelo papel que representam na nossa sociedade e pela expressão que dão, desde os acontecimentos mais simples aos mais relevantes.
 
Juntando um pouco do que se tem dito aqui e ali acerca do que as pessoas procuram nas redes sociais, sabe-se que, na sua maioria, a rede é procurada para receber um retorno face ao que se faz, pensa ou diz.
 
Por outras palavras, como se convive muito menos presencialmente e a atual sociedade torna as pessoas mais sozinhas e isoladas, as redes sociais acabam por ser uma forma de aproximação. É lá que se mantêm muitos contactos com amigos, que se fazem novos conhecimentos, que se espreita a vida dos outros e se tiram ideias para a sua.
 
Este é o lado positivo da ligação à rede, em que é fácil procurar e contactar alguém, ter sempre uma pessoa ligada e com quem se possa conversar, por escrito ou falado.
 
O outro lado da mesma moeda e que pode ser menos positivo, é a necessidade de publicar para colher a apreciação dos outros. Está provado que este é um aspeto que conduz muito facilmente à depressão e a perturbações mentais, uma vez que, uma simples publicação pode gerar muita angústia se não obtém as reações pretendidas.
 
Quando se publica uma foto, espera-se que muitas pessoas a possam apreciar e dizer-nos algo que nos motive e que nos alimente. Isso significa que estamos dependentes das posições dos outros e que sofremos quando não somos correspondidos.
 
O mesmo se passa com aquelas pessoas que colocam “gosto” em tudo e que não o fazem numa das nossas publicações por um motivo qualquer. Isso gera angústia e sentimentos de inferioridade.
 
Ao mesmo tempo, há pessoas que colocam “gosto”, para poderem receber também, que felicitam pelo aniversário à espera do retorno e acabam por viver prisioneiras das redes sociais sem que se apercebem.
 
O mesmo se passa com a troca de mensagens que nem sempre ocorre naquele tempo pretendido e que gera muito stress pelo tempo de espera quando seria suposto ser rápido e instantâneo.
 
Se repararmos, para tudo na vida é preciso organização, pois tudo o que nos escapa ao controlo nos faz ir para caminhos menos corretos.
 
Publicamos muitas vezes para acreditar numa felicidade que não temos, mas queremos que alguém nos faça acreditar nisso com um comentário, mas a pessoa nem viu, ou apenas colocou “um gosto”.
 
Perdemo-nos a pensar a razão pela qual não obtivemos uma reação mais significativa e, voltamos a sofrer, pois a espera é angustiante e foi-nos mostrado por outros exemplos que a rede pode funcionar ao segundo.
 
Geram-se sentimentos muito variados e, talvez não seja por acaso que, aos poucos, as redes vão descrevendo a sua importância e o número de utilizadores que as visitam regularmente. É porque está provado que gera muito mau-estar e sofrimento.
 
Tudo começa pelo facto de estarmos na era do “ego”. Mostra-se a nossa foto e, aquilo que parece um sonho de ser aceite por tanta gente que nos coloca uma reação mal chegamos à rede, torna-se um pesadelo em pouco tempo, pois começam a cair as aprovações e não percebemos porquê.
 
Também não se percebe muito bem a razão pela qual precisamos que gostem daquilo que publicamos e porque sentimos tanta raiva com alguns comentários… é porque estamos ali para mostrarmos o melhor que somos e que queremos parecer e os outros não nos reconhecem como tal.
 
Mais uma vez, vamos parar ao tal “ego” enorme que tem a oportunidade de ser figura pública através das redes sociais, mas que recebe os mesmos comentários depreciativos que receberia se mostrasse uma foto sua num álbum.
 
Tudo começa muito colorido e bonito, mas em pouco tempo, é um espaço de ressentimentos tal como qualquer outro. Vejamos que basta contrariar alguém para colher a outra face da moeda.
 
Depois, também não admitimos que nos coloquem comentários negativos na nossa página, mas também o fazemos e nos esquecemos de que se trata de um espaço público. Aquilo que publicamos mostra o que somos.
 
Podemos colocar apenas as fotos que melhor ilustram a nosso lado positivo, mas os comentários e as publicações, aos poucos, acabam por desmascarar tudo. É por isso que deixamos de ser apreciados como éramos na fase inicial. Há quem se dedique a estudar as pessoas através das redes sociais e consiga saber exatamente o que são através do que mostram, por isso, é bom que saibamos muito bem aquilo que queremos deixar transparecer.
 
Uma vez colocada uma foto na rede, ela pode ser copiada e jamais será só nossa, o mesmo se passa com uma publicação que façamos, por muito que selecionemos as pessoas que a podem visualizar, pode haver quem a copie e associe a nós.
 
Idealmente deveríamos usar as redes para mero contacto com pessoas que estão distantes e gozar dos bons momentos quando podemos estar com elas presencialmente. Claro que, quando nos inscrevemos nas redes, respondemos que aceitamos os termos de segurança e as condições de acesso, mas como em qualquer outra realidade, só estamos preparados para desfrutar da melhor forma se estivermos devidamente informados e precavidos.
 
Nota-se que tem havido um cuidado cada vez maior por parte dos utilizadores, seja com fotos de crianças, seja com as suas publicações em geral. Pensa-se muito mais no que se divulga e nas consequências, mas nunca podemos deixar de ser assim ativos para prevenir situações desagradáveis.
 
Quando sentimos que estamos a ficar dependentes das redes sociais, o melhor é mudar de atitude rapidamente. Faz bem regrar o tempo em que se está em contacto com esses conteúdos. Esse tempo fora das redes é essencial para pensarmos muito mais na nossa vida real e naquilo que queremos mostrar aos outros e com que propósito.
 
Já se sabe que a prevenção é o melhor remédio, por isso, mantenha-se informado para poder  desfrutar melhor desta e de outras facilidades que tem ao seu dispor.
 
Fátima Fernandes
 
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