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O que todos devem saber sobre o VIH e SIDA
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Tendo por base uma publicação da Associação para o Planeamento Familiar que muito bem resume e expõe este tema, é essencial que dediquemos algum tempo a esta matéria, uma vez que se trata de um problema concreto, real e que nos deve envolver a todos.
 
O conhecimento é sempre a melhor ferramenta que temos ao nosso dispor para nos protegermos e também para ajudar os mais novos no início de uma vida sexual mais ponderada e protegida, para além de acautelarmos outros comportamentos de risco.
 
Os especialistas anotam que é preciso falar abertamente sobre os perigos para melhor prevenir a exposição ao risco e, quando se trata do VIH ainda mais esta necessidade sobe de tom.
 
Neste sentido, é de reter que, «o VIH encontra-se principalmente no sangue, no sémen e nos fluídos vaginais das pessoas infectadas».
 
É importante ter em conta que «a transmissão do vírus só pode ocorrer se estes fluídos corporais entrarem directamente em contacto com o corpo de outra pessoa, pela via sexual e/ou sanguínea».
 
Uma mulher seropositiva «pode também transmitir o vírus ao seu bebé durante a gravidez», o parto ou o aleitamento, razão pela qual deve ser devidamente acompanhada pela equipa médica competente.
                     
É importante salientar «o facto de não constituírem riscos de transmissão comportamentos sociais, como abraçar, beijar, apertar a mão ou beber pelo mesmo copo que uma pessoa infectada pelo VIH», pelo que, todos e quaisquer atos discriminatórios devem ser rejeitados.
 
No que se refere à prevenção, a Associação de Planeamento Familiar evidencia a importância de:
 
- utilizar o preservativo masculino ou feminino nas relações sexuais; não partilhar objectos que possam estar em contacto com fluidos contaminados: escovas de dentes, máquinas/lâminas de barbear/depilar, objectos cortantes, objectos perfurantes e agulhas (incluindo de tatuagem e de piercing), seringas e outros dispositivos médicos que estejam em contacto com sangue, objectos para inalar drogas (como notas ou palhinhas); o risco de contágio de uma mãe seropositiva para o seu bebé pode também ser diminuído significativamente ao realizar uma terapêutica adequada durante a gravidez e o parto e evitando o aleitamento.
 
A mesma associação recomenda que, «todas as pessoas devem fazer o teste do VIH». Mas este torna-se ainda mais necessário se se verificarem comportamentos de risco, como:relações sexuais desprotegidas (sem preservativo); partilha de seringas ou outro material de injecção de drogas; contacto com sangue de outra pessoa.
 
O diagnóstico faz-se a partir de análises sanguíneas específicas para o VIH. Esta análise detecta os anticorpos que o sistema imunitário produz contra o vírus, ou mesmo o próprio vírus.
 
É de realçar que, «caso tenha havido comportamento de risco, a colheita de sangue deve ser efectuada apenas 3 a 10 semanas após o contacto», não podendo existir uma certeza sobre os resultados nos primeiros 3 meses após o contágio (as primeiras análises a uma pessoa infectada pelo vírus podem dar um resultado negativo, se o contágio foi recente). Por este motivo, e na dúvida, o teste «deve ser repetido passados 3 meses».
 
A realização do teste é extremamente simples. O mesmo deve ser solicitado ao médico de família ou médico assistente. Outra opção passa por fazer o teste (anónimo, confidencial e gratuito) num CAD - Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do VIH/SIDA.
 
Nalguns locais (unidades móveis de saúde, instalações de ONGs, alguns serviços de saúde) poderá fazer os chamados testes rápidos. Para evitar resultados falsos-negativos estes testes «são extremamente sensíveis; por esse motivo, caso sejam reactivos, deverá sempre seguir-se um teste por colheita e análise de sangue».
 
Em termos de tratamento, utiliza-se a Terapêutica anti-retrovírica, uma vez que, «não há uma cura para a infeção pelo VIH e SIDA».
 
A Associação para o Planeamento Familiar recorda que, em Portugal, esta terapêutica «é gratuita e de distribuição hospitalar», basta que as pessoas seropositivas sejam referenciadas junto dos serviços, sendo marcada uma primeira consulta médica.
 
O tratamento com medicamentos anti-retrovíricos deve ser acompanhado desde o início, de modo a aumentar a adesão dos doentes.
 
As recomendações terapêuticas têm sido alteradas com o avolumar de conhecimento sobre a infecção ao longo dos anos; além disso, «a terapêutica é adaptada caso a caso. Não deve, por isso, estranhar, se o tratamento indicado for diferente daquele que uma pessoa sua conhecida recebeu».
 
Para além do acesso a terapêuticas medicamentosas, muitas pessoas infectadas podem necessitar também de apoio psicológico e/ou social.
 
Tal acontece porque o diagnóstico de infecção por VIH pode provocar um conjunto de emoções com as quais pode ser difícil lidar: ansiedade, negação, depressão, medo. «O apoio psicológico e aconselhamento é, assim, fundamental para garantir o bem-estar dos seropositivos».
 
Para além dos serviços hospitalares, também algumas Organizações Não Governamentais (ONG) ou Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), disponibilizam consultas de aconselhamento a pessoas infectadas.
 
Recorde-se que, em Portugal, são cerca de 14 mil o número de pessoas doentes de SIDA, num total de 32.491 mil casos de infecção que se registaram desde 1983. 
 
É importante alertar os jovens para esta realidade e prestar-lhes o esclarecimento necessário para que se protejam, uma vez que, a prevenção é sempre a melhor forma de tratar qualquer doença.
 
Fátima Fernandes
 
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