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O segredo não é ser “bom” para toda a gente. É ser inteligente!
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Ainda continuo a ouvir muitas pessoas lamentarem o facto de “serem boas pessoas” e de serem maltratadas pelos outros e pergunto-me o que se passa afinal?
 
Em poucas linhas pode dizer-se que é cultural “dar a outra face”, não reagir, nada fazer para que o outro não se exalte ainda mais, mas nos tempos em que vivemos, é preciso muito mais do que isso: é preciso ser inteligente para se conseguir proteger, pois caso contrário, acabamos por ser as vítimas de um sistema cada vez mais degradado e, com o nosso contributo, já que nada fazemos contra.
 
Considero que as redes sociais são um treino para aquilo que precisamos de fazer no nosso quotidiano, ou seja, primeiro analisamos a pessoa, depois aceitamos ou fazemos o pedido de amizade e, de seguida acompanhamos as suas fotos e publicações e, no dia em que há um comentário negativo, elimina-se a amizade. Se isto se passa com relativa facilidade em termos virtuais, quer dizer que é o nosso desejo e a forma como lidamos com as situações, pois se eu sou capaz de retirar alguém da minha lista de amigos por me ter ofendido, então por que razão tolero ser maltratada no contacto presencial?
 
Da mesma forma que não admito ser gozada, humilhada e maltratada na minha página de Facebook, por exemplo, que sentido faz que alguém me diga coisas desagradáveis em presença e, mais grave, que me ameace ou agrida? Certamente que todos sabemos a resposta. Se uma pessoa não nos respeita, se nos trata mal é porque não gosta de nós, nem da nossa companhia, então para quê perder tempo? Por que não dedicar essa atenção a alguém que nos merece?
 
Penso que às vezes só nos falta ser um pouco mais racionais para que possamos ser mais felizes e ativar a nossa inteligência que, é uma ferramenta muito importante para tudo, também para o amor e para as amizades. Temos uma inteligência específica para as relações que é a emocional e a intuitiva, pelo que devemos fazer uso dela primeiro com a mente e depois com o coração, já que essa é a melhor forma de não sermos enganados e maltratados.
 
Devemos confiar nos “alarmes” que sentimos mediante uma situação ou perante uma pessoa, já que isso é o mais confiável e genuíno que temos. Quantas vezes já disse a si mesmo que deveria ter confiado na sua intuição antes de se envolver com uma pessoa? Certamente que muitas e não é por acaso, é porque somos seres emocionais e, mesmo antes de a nossa consciência nos dizer que devemos fazer isto ou aquilo, já a nossa intuição nos deu o alerta ou a autorização. Devemos ouvir, daí a importância de não responder ou reagir no imediato. É importante reservar alguns minutos para nós mesmos antes de dar uma resposta ou executar algo que nos é pedido. Esse tempo é fundamental para analisarmos as nossas emoções e os tais alertas que o nosso organismo nos proporciona. Tomada consciência da situação, podemos agir com mais confiança porque estamos em linha com aquilo que sentimos. Esta é uma boa base para tudo, sobretudo para evitar entrar em situações duvidosas e que nos podem comprometer. Em vez de reagir por impulso e no imediato, faz sentido ponderar, avaliar os riscos e, afinal ninguém nos obriga a ter de responder no primeiro momento. Temos de ser nós a gerir esse tempo fundamental para o nosso conforto, segurança e bem-estar. Depois, não temos de aceitar tudo. O “não” é tão normal como o “sim” e isso é igualmente muito importante, pois muitas vezes pensamos, mas acabamos por concordar com aquilo que não deveríamos. Pensamos para mostrar à outra pessoa que podemos aceitar ou rejeitar o que nos propõe.
 
É natural que, por ingenuidade, muitas vezes sejamos levados a fazer aquilo que não queremos, mas tem de haver um dia em que ganhamos coragem para ver a realidade e para solucionar os nossos problemas. Quero dizer com isto que, em vez de nos lamentarmos por nos tratarem mal, devemos pensar em como podemos acabar com esse modelo de relação de uma vez.
 
Se eu perceber a razão pela qual me coloco sempre como vítima, certamente que vou ficar mais forte e aprender a ser corajosa ao ponto de me colocar numa posição mais forte e confortável. Por muito que se diga que, dos fracos não reza a história, há evidências científicas que demonstram muitos casos de sucesso de minorias, de pessoas mais desfavorecidas e, aparentemente mais fracas. Já se ganharam guerras com mais inteligência do que força, tal como já se venceram campeonatos com mais perspicácia do que investimento em bons jogadores.
 
Não podemos perder a capacidade de pensar e de treinar as nossas emoções no sentido certo. É tudo uma questão de atitude perante a vida. Se me habituo a estar “na mó de baixo” e a permitir que os outros façam o que quiserem de mim, terei mais dificuldades em me erguer, se pelo contrário, não permito que o façam, vou ganhando cada vez mais experiência, técnica e capacidade para me proteger e, mesmo com menos recursos, acabo por conseguir afastar-me do que não quero e aproximar-me do que pretendo.
 
O segredo é utilizar a inteligência e pensar antes de aceitar o que nos aparece pela frente. Não temos de andar a fugir de toda a gente, muito menos a agredir e a ofender, pois isso também nos coloca expostos ao “palco de guerra” e enfraquece-nos, temos sim de nos colocar no nosso lugar, de pensar, de analisar e de nos mentalizarmos que, há modelos que as pessoas já utilizaram connosco que já não são permitidos na nossa vida. Tudo o que seja um prejuízo para nós, que nos gere desconforto e mau-estar deve ser acautelado para evitar dissabores.
 
Voltando ao Facebook, em vez de alimentarmos publicações e trocas de palavras que nos magoam, mais vale cortar aquela pessoa da nossa lista de amizades virtuais. Aproveitamos a oportunidade e fazemos o mesmo fora das redes sociais e construímos um modelo mais seguro de vida: aprendemos a não permitir que nos tratem mal seja onde for e de que modo for. O amor próprio é a chave para o nosso equilíbrio, bem-estar e prazer de viver. Não podemos permitir que, a maldade humana e os interesses alheios nos roubem aquilo de que mais necessitamos para viver, para acordar todos os dias com força e motivação para dar mais e melhor de nós. Podemos também pensar que, muitas vezes é um mau ambiente de trabalho que nos dá força para procurar algo melhor, é uma amizade falhada que nos impulsiona para procurarmos melhores pessoas. São as desilusões que nos tornam mais conscientes e realistas. Há que retirar o lado positivo daquilo que nos acontece de menos bom, pois assim podemos sempre aproveitar a aprendizagem de forma útil. 
 
Fátima Fernandes
 
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