Em comunicado, a autarquia manifestou o seu “profundo pesar” pelo falecimento de Maria do Carmo Romão, natural de Faro, louvando o seu “percurso de grande relevância na vida pública portuguesa, marcado pelo exercício de importantes responsabilidades na Administração Pública e na política nacional”.
“Ao longo do seu percurso, distinguiu-se pela defesa de causas como a igualdade de oportunidades, os direitos das mulheres e a justiça social, deixando um importante legado de participação cívica e de serviço público”, destacou a Câmara de Faro.
O município algarvio sublinhou ainda que Maria do Carmo Romão “manteve uma ligação profunda à sua terra de origem”, onde iniciou o seu percurso escolar e onde regressou no final da sua vida.
“A Câmara Municipal de Faro reconhece e homenageia o percurso de Maria do Carmo Romão e o seu contributo para a vida pública portuguesa, endereçando à sua família e amigos as mais sentidas condolências, neste momento de profunda perda”, lê-se na nota.
A antiga deputada socialista e ex-provedora da Santa Casa de Lisboa Maria do Carmo Romão morreu na sexta-feira em Faro, a sua cidade natal, aos 89 anos, anunciou no sábado fonte familiar.
Maria do Carmo Romão Sacadura Santos foi provedora da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entre janeiro de 1996 e dezembro de 2001.
Foi também eleita deputada socialista à Assembleia da República em três legislaturas, a VII, VIII e IX, as duas primeiras correspondentes aos Governos liderados pelo primeiro-ministro António Guterres (entre 1995-1999 e 1999-2002) e a última ao Governo de Durão Barroso e de Pedro Santana Lopes (2002-2005).
Anteriormente fora secretária Adjunta do Governador de Macau, nomeada pelo Presidente Mário Soares, em 1989.
Após o 25 de Abril foi ainda presidente da Comissão da Condição Feminina, um organismo público que deu origem à atual Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Nascida em 25 de agosto de 1937 filha de um casal de pequenos agricultores, Maria do Carmo Romão frequentou em Faro a instrução básica e liceal e, em seguida, frequentou o curso de direito na Faculdade de Direito de Lisboa.
Em inícios da década de 1960, ingressou no então Ministério das Corporações, onde ascendeu a vários cargos dirigentes, sublinhou a família.