Manuela Júdice e Luís Filipe Castro Mendes apresentam a obra. Manuela Júdice conta, na introdução deste livro, que o poeta e ensaísta deixou três pastas com poemas para a obra que dizia estar a preparar. Saíram dessas pastas os poemas para este livro.
O trabalho de completar o livro incompleto foi feito por Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda uma vida.
Nuno Júdice (1949-2024) nasceu na Mexilhoeira Grande, Portimão. É um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea. Poeta e ficcionista, publicou o primeiro livro de poesia em 1972.
Sobre Manuela Júdice, a autarquia de Portimão adianta que tem um vasto currículo na organização de eventos culturais por todo o mundo. Licenciada em Filologia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi diretora da Casa Fernando Pessoa, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa e secretária-geral da Casa da América Latina, entre outros cargos que exerceu.
Mulher de Nuno Júdice, mãe e avó de filhos e netos de ambos. Organizou e prefaciou o livro póstumo de Nuno Júdice, “Primeiro Poema”, juntamente com Ricardo Marques.
Já Luís Filipe Castro Mendes, nascido em 1950, diplomata de carreira, é um poeta e ficcionista português. Foi colaborador do “Diário de Lisboa-Juvenil”, tendo-se licenciado, mais tarde, em Direito pela Universidade de Lisboa.
Começou a sua atividade política militante antes do 25 de Abril e, dois anos mais tarde, após a Revolução da Liberdade, iniciou a sua carreira diplomática. Foi cônsul-geral no Rio de Janeiro (Brasil), embaixador de Portugal em Budapeste (Hungria), Nova Deli (Índia), UNESCO-Paris e junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, assumindo as funções de Ministro da Cultura, entre 2016 e 2018.
Enquanto autor, publicou o seu primeiro livro, “Recados”, em 1983, seguindo-se “Areias Escuras” (1984), “Seis Elegias e Outros Poemas” (1985), “A Ilha dos Mortos” (1991), “O Jogo de Fazer Versos” (1994). Entre as suas publicações destacam-se ainda “Os Dias Inventados” (2001), “Lendas da Índia” (2011), “A Misericórdia dos Mercados” (2014), “Voltar” (2021) e “As Manhãs que não conheces” (2025). Conta ainda com poesia publicada no Brasil e obras traduzidas em alemão e francês.
Foi galardoado com o Prémio Nacional de Poesia Teixeira de Pascoaes, em 2021, pelo conjunto da sua obra, distinção a que se juntam os prémios de poesia do Pen Clube, D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus, e António Quadros, da Fundação António Quadros, recebidos anteriormente.