Cultura

Obra póstuma de Nuno Júdice vai ser apresentada em Portimão

Nuno Júdice
Nuno Júdice  
Foto cedida pela CM Portimão
Uma obra póstuma de Nuno Júdice será apresentada na Casa Manuel Teixeira Gomes, no próximo dia 3 de junho, pelas 18h30. "Primeiro Poema" é o último livro que o poeta tinha preparado para publicação no ano da sua partida, 2024.

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Manuela Júdice e Luís Filipe Castro Mendes apresentam a obra. Manuela Júdice conta, na introdução deste livro, que o poeta e ensaísta deixou três pastas com poemas para a obra que dizia estar a preparar. Saíram dessas pastas os poemas para este livro.

O trabalho de completar o livro incompleto foi feito por Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda uma vida. 

Nuno Júdice (1949-2024) nasceu na Mexilhoeira Grande, Portimão. É um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea. Poeta e ficcionista, publicou o primeiro livro de poesia em 1972. 

Sobre Manuela Júdice, a autarquia de Portimão adianta que tem um vasto currículo na organização de eventos culturais por todo o mundo. Licenciada em Filologia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi diretora da Casa Fernando Pessoa, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa e secretária-geral da Casa da América Latina, entre outros cargos que exerceu.

Mulher de Nuno Júdice, mãe e avó de filhos e netos de ambos. Organizou e prefaciou o livro póstumo de Nuno Júdice, “Primeiro Poema”, juntamente com Ricardo Marques.

Já Luís Filipe Castro Mendes, nascido em 1950, diplomata de carreira, é um poeta e ficcionista português. Foi colaborador do “Diário de Lisboa-Juvenil”, tendo-se licenciado, mais tarde, em Direito pela Universidade de Lisboa.

Começou a sua atividade política militante antes do 25 de Abril e, dois anos mais tarde, após a Revolução da Liberdade, iniciou a sua carreira diplomática. Foi cônsul-geral no Rio de Janeiro (Brasil), embaixador de Portugal em Budapeste (Hungria), Nova Deli (Índia), UNESCO-Paris e junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, assumindo as funções de Ministro da Cultura, entre 2016 e 2018.

Enquanto autor, publicou o seu primeiro livro, “Recados”, em 1983, seguindo-se “Areias Escuras” (1984), “Seis Elegias e Outros Poemas” (1985), “A Ilha dos Mortos” (1991), “O Jogo de Fazer Versos” (1994). Entre as suas publicações destacam-se ainda “Os Dias Inventados” (2001), “Lendas da Índia” (2011), “A Misericórdia dos Mercados” (2014), “Voltar” (2021) e “As Manhãs que não conheces” (2025). Conta ainda com poesia publicada no Brasil e obras traduzidas em alemão e francês.

Foi galardoado com o Prémio Nacional de Poesia Teixeira de Pascoaes, em 2021, pelo conjunto da sua obra, distinção a que se juntam os prémios de poesia do Pen Clube, D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus, e António Quadros, da Fundação António Quadros, recebidos anteriormente.