Sociedade

Olhão: Petição apela à melhoria das refeições escolares - Câmara garante acompanhamento

Foto - Depositphotos  
Uma petição a solicitar melhorias na alimentação escolar nos estabelecimentos de ensino do concelho de Olhão reuniu, até esta segunda-feira, 188 assinaturas. O documento foi lançado a 13 de janeiro por encarregados de educação de alunos de vários agrupamentos de escolas do concelho.

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Os subscritores manifestam preocupação com a qualidade das refeições servidas nas cantinas escolares, referindo a existência de relatos recorrentes que, segundo afirmam, colocam em causa a alimentação fornecida aos alunos. Entre os problemas apontados estão questões relacionadas com a confeção dos alimentos, a temperatura das refeições, a falta de diversidade das ementas e a fraca aceitação por parte dos alunos, situação que, alegam, tem provocado desperdício alimentar e um sentimento generalizado de insatisfação.

Na petição, é solicitado ao Município de Olhão que proceda a uma avaliação "rigorosa" da qualidade das refeições disponibilizadas em todos os agrupamentos de escolas do concelho, assegurando "o cumprimento das normas legais, nutricionais e contratuais em vigor, bem como a promoção de medidas que garantam refeições equilibradas, seguras e de qualidade para todos os alunos".

Contactado pelo Algarve Primeiro, o presidente da Câmara de Olhão referiu que, de todos os Agrupamentos Escolares do concelho (4), o Agrupamento de Escolas Professor Paula Nogueira e o Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes não tinham a empresa que fornece as refeições a outras escolas. Ricardo Calé disse estranhar esta reação, por parte dos encarregados de educação, por não ter havido queixas de alunos e de pais de outros agrupamentos do concelho. O autarca adiantou que, em partilha de diretores, estes perceberam "que a gestão de uma cozinha é um trabalho chato para uma direção escolar, pois a direção gosta de gerir planos curriculares, currículos académicos e professores, e não tanto a cozinha das escolas". Nessa partilha de informações, as direções escolares "decidiram copiar os outros agrupamentos que tinham boas referências da empresa que fornece as refeições", esclareceu. 

Assim, as refeições que antes eram confecionadas por cozinheiras nos Agrupamentos de Escolas Professor Paula Nogueira e Dr. Francisco Fernandes Lopes, passaram, a partir do dia 1 de janeiro, a ser confecionadas e servidas pela mesma empresa que fornece os outros dois agrupamentos há mais tempo (Agrupamentos João da Rosa e Dr. Alberto Iria). "Admito que as pessoas a nível local fazem as refeições com o seu toque mais personalizado, enquanto as empresas que são contratadas cumprem todos os parâmetros exigidos a nível nacional", adiantou, referindo que os alunos que estavam habituados a algo mais personalizado estranharam as refeições mais padronizadas. O edil confirmou que, na última semana, a Vereadora da Educação, acompanhada por alguns dirigentes da Câmara, almoçou no refeitório da Escola EB 2,3 Dr. António João Eusébio, em Moncarapacho, do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes: "chegaram ao refeitório sem avisar, almoçaram frango com esparguete e uma sopa, e estava tudo normal. Eu, por acaso, tenho como prática almoçar nas escolas do concelho, tento mensalmente passar por várias escolas e nunca me apercebi de nenhum problema, quer aquelas que são fornecidas pela empresa, quer as que ainda eram confecionadas no local".

Ainda assim, o autarca promete que o Município continuará a acompanhar a situação, mas relembra que cabe às direções dos Agrupamentos a decisão relativamente às cantinas escolares.