Cultura

Ópera "Tahiti!" esteia-se em Lagoa a 07 de fevereiro

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O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, vai acolher, em 07 de fevereiro, a ópera “Tahiti!”, que tem encenação de Jorge Balça e direção musical de Pablo Urbina, maestro da Orquestra do Algarve, destacou o encenador.

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Jorge Balça disse à agência Lusa que esta “nova produção” revisita um trabalho que o próprio estreou em 2017, em Londres, em colaboração com a compositora Alannah Halay, intitulado “Pacific Pleasure”, pensado como uma prequela de “Trouble in Tahiti”, de Leornard Bernstein, obras que se juntam em palco para compor “Tahiti!”.

Além do Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, “Tahiti!” vai também subir aos palcos do Cineteatro Louletano, em Loulé (13 de fevereiro), do Centro Cultural de Belém, em Lisboa (17 de abril), e do Centro Cultural de Lagos (09 de outubro), salas que se caracterizam por não terem fosso de orquestra e onde os 14 músicos em palco vão estar separados, por um tule, dos solistas e das marionetas que fazem a interpretação, adiantou.

Natural de Portimão, no distrito de Faro, e com um percurso internacional que o levou à direção musical de companhias como a britânica Bloomsbury Opera, Jorge Balça contou que é um apaixonado pela obra de Bernstein “Trouble in Tahiti”, um “drama muito doméstico”, contado no “espaço de um dia na vida de um casal” que tem uma relação em crise e em cuja primeira cena discutem com “muita mágoa”.

Em 2016, ainda em Londres e quando pensava em obras para espaços mais pequenos, Jorge Balça inspirou-se nos personagens da referida obra de Bernstein e criou um espetáculo, em cinco cenas, que mostra como foi a vida desse casal, desde o nascimento até ao casamento.

“É uma obra para as mesmas forças musicais, tanto orquestrais como de solistas que a obra do Bernstein”, assinalou, salientando que a estreia aconteceu em 2017, em Londres, e agora vai ser revisitada, juntamente com “Trouble in Tahiti”, nesta “nova produção” intitulada “Tahiti!”.

Na primeira cena, os protagonistas “nascem no mesmo dia, na noite de Natal, numa rua de um subúrbio qualquer”, na segunda ”vão à escola, conhecem-se e brincam”, na terceira cena “vão pela primeira vez ao cinema” ver "Titanic" e dão o primeiro beijo, na quarta cena, têm o primeiro ato sexual e, na quinta, casam-se.

“O público irá para o intervalo, sabendo que acabaram juntos, mas isso não é o fim da história, depois vem o ‘Trouble in Tahiti’”, ant6ecipou o encenador.

Jorge Balça lembrou que, no ano passado, colaborou com Sara Lamares, produtora da Fadas e Elfos – Associação Cultural, e com a Orquestra do Algarve, para levar ao Teatro das Figuras "O Principezinho", de Rachel Portman.

Foi um trabalho que teve “grande sucesso no Algarve”, juntou “40 e tal pessoas em palco”, no Teatro das Figuras, em Faro, e permitiu desenvolver uma colaboração com a Orquestra do Algarve que correu “muito bem”, mas não era possível levar a outras salas da região devido à falta de espaços com fosso de orquestra, explicou.

Jorge Balça e a produtora Sara Lamares começaram então a procurar projetos que pudessem levar a salas mais pequenas e partiram para a criação de “Tahiti!”, com a colaboração de Pablo Urbina, maestro da Orquestra do Algarve, e a participação das S.A. Marionetas, de Alcobaça.

“Às vezes as relações entre encenadores e maestros nem sempre são calmas, e digo isto com todo o gosto: tem sido realmente um prazer trabalhar com o Paulo e espero que não seja a última vez”, afirmou ainda Jorge Balça, agradecendo também os apoios da Direção-Geral das Artes, dos municípios de Lagoa, Loulé e Lagos e da Freguesia da Misericórdia, em Lisboa.