Economia

Orçamento de Vila Real de Santo António duplica para 89,7 ME em 2026

Foto - CM VRSA
Foto - CM VRSA  
A Câmara de Vila Real de Santo António, tem um orçamento de 89,7 milhões de euros em 2026, valor que mais do que duplica o anterior, com prioridade para a habitação, destacou hoje a autarquia.

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O valor do orçamento para 2026 “regista um aumento de 45.673.279 euros face ao orçamento inicial de 2025 (que foi de 44.025.513 euros), representando um crescimento superior a 100%”, salientou a Câmara algarvia à agência Lusa.

O crescimento orçamental verificado em 2026, comparativamente a 2025, “deve-se, primordialmente, à integração de verbas provenientes de candidaturas a fundos comunitários e do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)” para financiar a Estratégia Local de Habitação (ELH), justificou a Câmara algarvia, ao ser questionada pela Lusa sobre os principais objetivos e prioridades orçamentais para 2026.

A proposta foi aprovada a 23 de dezembro em reunião de Câmara (com votos 3 a favor da maioria PS e a abstenção dos três eleitos do PSD e do vereador único do Chega), enquanto a Assembleia Municipal pronunciou-se favoravelmente a 29 de dezembro (com 10 votos favoráveis do PS, abstenção de 10 eleitos do PSD e votos contra dos três do Chega e de um da CDU).

“O grande destaque deste orçamento é o foco na recuperação da habitação social, que contará com uma dotação de 50 milhões de euros. Trata-se do maior investimento de sempre nesta área em Vila Real de Santo António, destinado à reabilitação profunda do parque habitacional municipal e à garantia de habitação digna para as famílias residentes”, observou o município.

Além da habitação, estão também previstos investimentos “na modernização de equipamentos de saúde e educação”, referiu também a Câmara do distrito de Faro, considerando que o orçamento para 2026 “reflete uma gestão responsável e equilibrada” e “mantém o compromisso com a sustentabilidade financeira", assegurando o cumprimento das regras e obrigações do Plano de Ajustamento Municipal (PAM) em vigor.

Relativamente aos impostos, o município vai aplicar uma taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) de 0,45% para prédios urbanos e de 0,8% para prédios rústicos, mantendo uma majoração de 30% para prédios urbanos degradados na Zona Histórica.

Serão também aplicadas taxas de IRS de 5%, de Derrama de 1,5% e de Taxa Municipal de Direitos de Passagem (TMDP) de 0,25%, quantificou a autarquia.

“Este orçamento demonstra que é possível avançar com uma gestão que equilibra responsabilidade financeira com justiça social. Com o investimento histórico de 50 milhões na habitação e a aposta nas funções sociais, provamos que o rigor das contas serve, acima de tudo, para servir as pessoas. Continuaremos focados na redução da dívida e na modernização do concelho”, disse o presidente da Câmara, Álvaro Araújo (PS) na resposta enviada à Lusa.

Entre as prioridades estão também, segundo o município, os “pilares estratégicos” da educação e apoio social, que vão permitir ajudar 3.500 estudantes e cerca de 3.000 idosos.

“A requalificação dos centros de saúde do concelho, num investimento superior a três milhões de euros, garantirá melhores condições para utentes e profissionais, reforçando os cuidados primários. Paralelamente, o orçamento prevê a requalificação da rede viária municipal, respondendo à necessidade de melhoria do espaço público e da segurança rodoviária”, assinalou ainda a Câmara vila-realense.