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Os filhos não esquecem os maus-tratos que sofreram dos pais
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Todos sabem que educar é uma tarefa complexa, que nem sempre se consegue mostrar aos filhos aquilo que se sente e daí por diante, ainda assim, há aspetos da educação que os filhos jamais esquecem e que podem ditar a forma como estes se vão relacionar com os pais no futuro.
 
Na linha das memórias mais negativas que ficam na mente de um filho são os maus-tratos, por isso, antes de adiantar este apontamento, quero recordar os pais que devem encontrar formas mais interessantes e inteligentes de educar, já que a infância é uma idade determinante para o desenvolvimento de um ser humano e que, a forma como a criança é tratada nesta fase, determina, em grande parte, a forma como vai agir em adulta.
 
Uma educação jamais pode ser baseada em maus-tratos. O primeiro direito da criança é ser desejada e quem ama, cuida, não agride de forma alguma. É verdade que há momentos de tensão, de conflito, que há situações em que os filhos nos colocam “a beira de um ataque de nervos”, mas temos de encontrar o equilíbrio, temos de saber chamar a atenção, temos de saber repreender sem ofender, sem bater, temos de saber travar um comportamento errado com um “não” e não recorrer à palmada, à vassoura , ao cinto ou ao que quer que seja para intimidar o filho.
 
Se fizéssemos um inquérito aos adultos de hoje que foram educados com recurso à violência física ou verbal, iríamos perceber que todos se lembram desses maus-tratos que sofreram em crianças a até enquanto adolescentes, o que demonstra muito bem a dimensão dessas marcas na mente humana. Certamente que, esses filhos agredidos não conseguem manter uma boa relação com os pais mesmo depois de adultos e sofrem problemas de vária ordem, sem esquecer que, por norma, são pessoas infelizes e que precisam de recorrer a ajuda técnica especializada. Mais provas para quê? Qual é o benefício de recorrer á pancada para que um filho cumpra as regras ou faça aquilo que lhe pedimos? E para quê chamar nomes e humilhar… só para que ele tenha medo dos pais? É bom pensar nisso antes de reagir automaticamente e cumprindo aquilo que também lhe podem ter feito em criança.
 
Outro ponto que os filhos guardam na memória desde a infância é o mau ambiente familiar. Um filho que cresce no meio de discussões entre os pais, jamais se libertará desse registo e tenderá a viver relações desviantes se não receber um apoio psicológico e, em muitos casos, psiquiátrico relevante.
 
Estes filhos sabem que os pais só estão centrados na disputa entre eles e que pouco tempo e atenção lhe reservam, por isso, acabam por estar sempre a fazer chamadas de atenção e a apresentar comportamentos menos corretos. Quando um casal não se entende  na vida a dois, deve separar-se, não deve de forma alguma alimentar uma relação prejudicial para si e para os filhos. Os adultos têm a obrigação de decidir o melhor ambiente para que os seus filhos se desenvolvam com estabilidade e bem-estar, por isso, nada de discutir em frente aos mais novos e, à falta de paz e de entendimento, é preciso organizar a vida de outra forma.
 
Os filhos jamais esquecem a falta de atenção dos pais.
 
Para um filho, o amor que os pais lhes dão está intimamente relacionado à atenção que recebem deles. Para os filhos não existem expressões de afeto como trabalhar horas extra para poder pagar as despesas, muito menos para comprar um presente caro. Um filho só percebe o amor dos pais quando estes lhe dedicam um tempo diário, quando conversam com ele, quando o escutam, quando o compreendem, por isso, de nada serve usar o argumento de que está menos tempo em casa para lhe dar o melhor, porque ele não vai entender isso.
 
Os filhos vão recordar-se sempre que os pais colocaram a família em primeiro lugar, que eram unidos, amigos e que conversavam e davam atenção entre si.
 
As crianças precisam e gostam das celebrações, não importa se é com mais ou menos presentes. Também é muito importante que o pai e a mãe levem o Natal a sério e, mesmo que seja só entre o seu núcleo familiar, que estejam unidos entre si, que brinquem com os novos presentes, que se deliciem com uma boa refeição e que estejam juntos, isso é o mais importante. Esta é a base para que as crianças aprendam o afeto e a lealdade e o suporte para que faça o mesmo com este exemplo.
 
A gratidão dos filhos em relação aos pais deriva precisamente deste conjunto de valores a que devemos dar forma desde muito cedo. Com esta base de amor e compreensão, qualquer filho terá orgulho em fazer o que os pais lhe pedem, saberá a melhor forma de agradar aos seus progenitores e não terá dúvidas de que os ensinamentos dos pais são mais fortes do que os dos amigos. Esta é uma âncora para a autoestima, para o bem-estar e para a felicidade que todos os pais deveriam oferecer aos filhos.
 
Fátima Fernandes
 
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