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Os pais devem “meter-se” nas amizades dos filhos?
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A primeira resposta é, os pais devem saber interferir nas amizades dos filhos de forma a respeitar as suas escolhas, mas sem perder de vista eventuais perigos que possam advir dessa relação.
 
Os filhos não sabem tudo e os pais já foram crianças, mas igualmente não sabem tudo, por isso, a base é o diálogo para manter o entendimento.
 
São muitos os especialistas que dizem que, quando uma educação é baseada em boas regras e valores, é mais difícil que a criança ou o jovem “se metam” em más companhias, isto porque está registado o modelo dos pais, pelo que estes só têm de vigiar e não interferir em demasia nas escolhas dos filhos.
 
Por outro lado, há quem admita que, apesar das regras e valores fornecidos em casa, é importante que os pais acompanhem as amizades dos filhos, que confiem neles, mas que estejam presentes, que aproximem esses amigos da família parta que seja mais fácil controlar alguns comportamentos, pois apesar da educação, pode acontecer que os filhos ouçam mais os amigos que aquilo que aprenderam em casa. Nessa medida, os pais podem aconselhar os filhos acerca das suas amizades quando percebem que estas lhes são prejudiciais.
 
No entendimento de outros especialistas, pais e filhos com uma boa relação, conversam acerca dos amigos em casa. Os filhos perguntam aos pais o que acham dos seus amigos e estes dão a sua opinião sincera sem terem em conta o ciúme, a necessidade “de ter o filho só para eles” e de encararem os filhos como sua propriedade, como é muito usual no nosso país. Nestes casos, os filhos sentem-se livres para fazerem as suas escolhas porque sabem que os pais os respeitam e, quando algo de novo é sugerido pelo grupo, perguntam a opinião dos seus progenitores.
 
Este último modelo permite que a criança ou jovem se sinta livre para fazer as suas escolhas, mas está sempre com a memória naquilo que os pais lhe ensinaram. Tal acontece quando a educação constitui uma boa base de referência, com valores coerentes e em que a criança ou jovem sabem muito bem os seus limites. Se é para chegar a casa à meia-noite, não são os amigos que nos vão fazer atrasar. Se não bebo bebidas alcoólicas, não é por causa dos amigos que as vou consumir. É dada uma responsabilidade ao jovem para que pense nos seus comportamentos quando está com ou sem os amigos.
 
Neste caso, os pais também se devem esforçar por respeitar as escolhas dos filhos e por mostrarem confiança nas suas decisões. Podem e devem vigiar, mas de forma discreta para que sejam coerentes com a confiança que lhe deram. Em qualquer modelo a adotar é fundamental que os pais reservem um tempo diário para conversarem com os filhos, para saberem como vai a escola, que se interessem pelas suas atividades e pela forma como gerem o seu dia. Não é por deixar de ser criança que perde a atenção dos pais; isto é fundamental sublinhar, pois muitas vezes, o excesso de autonomia confunde-se com falta de interesse, o que pode levar o jovem a dar mais atenção aos amigos do que ao que aprendeu em casa.
 
É importante evidenciar que, nem sempre os amigos dos filhos são do inteiro agrado dos pais e que estes devem saber gerir essa situação procurando perceber a razão pela qual discordam dessa relação. Pode acontecer que, efetivamente estes sejam uma má influência para os filhos ou simplesmente os pais apresentarem algum tipo de renúncia por questões menores, mas que interferem na escolha dos filhos. Nesses casos, os pais devem procurar saber a razão pela qual se sentem assim face à escolha dos filhos, se existe um motivo real para que tal aconteça ou se é uma simples posição pessoal.
 
Recorde-se que, as primeiras amizades das crianças normalmente ocorrem por escolha dos pais. São estes que decidem as festas de aniversário e quem são os amigos. Quando é a vez de os filhos terem esse poder de decisão, nem sempre fazem as escolhas mais acertadas porque não o sabem fazer. O ideal é os pais darem uma ajuda recorrendo aos valores que ensinaram aos filhos, já que isso também os vai ajudar a decidir melhor.
 
Sempre que possível, aproxime os amigos dos seus filhos da sua casa, pois para além de ser mais fácil vigiar, é uma boa forma de o seu filho entender o agrado e aprovação dos pais face aos seus amigos. Mostre com argumentos se a escolha é positiva ou negativa e evite cair na crítica fácil só porque o amigo tem o cabelo comprido ou usa ténis sem ser de marca.
 
É fundamental que os seus filhos sintam que são eles a decidir as suas amizades, pelo que é preciso um “certo jogo de cintura” para gerir a situação sem uma interferência direta. Uma boa conversa, procurar saber como é que se processa a amizade, mesmo falando de outros exemplos, é sempre uma forma inteligente de os pais ficarem a saber mais sem um confronto direto. Mostre que respeita o seu filho, pois essa é a base para que ele continue a falar consigo e a partilhar os seus problemas.
 
Fale diariamente com ele acerca de tudo. Reserve esse tempo diário para simplesmente conversar, já que essa é a melhor forma de aproximação e uma técnica interessante para vos manter próximos, para se entenderem e darem continuidade à vossa amizade, pois os pais também precisam de ser amigos dos filhos para que estes se sintam mais acarinhados, protegidos e compreendidos.
 
Fátima Fernandes
 
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