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Pais felizes proporcionam mais felicidade aos filhos
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Ao longo dos tempos, vão-se atualizando os conceitos de maternidade e paternidade e com isso, dando espaço a novas formas de estar e de pensar em família.
 
Se há uns anos atrás era a mãe, a avó, as tias e as vizinhas que ajudavam na educação das crianças enquanto que o pai trabalhava e se ocupava com os seus amigos, no tempo moderno em que vivemos, pai e mãe estão juntos nessa tarefa. Cada um á sua maneira, cada um com o seu papel definido, mas o casal vai-se unindo em torno da parentalidade como se pretende, pois os filhos precisam de ambos os alicerces para crescerem mais sadios e seguros. Mesmo que o casal esteja separado, é essencial que mantenha uma boa relação a ponto de poder ajudar no desenvolvimento dos filhos; isso é elementar nos nossos dias.
 
Com este acumular de responsabilidades, muitos casais dedicaram-se tanto à educação dos filhos que se esqueceram do seu casamento, acabando por  sufocar a criança ou o jovem com atenção e por deixar cair o amor, a amizade, a conversa e tudo o que une um casal. Como resultado, dispararam os divórcios, sobretudo nas sociedades mais desenvolvidas onde é menor a influencia dos avós e os filhos acabam por não encontrar o apoio de ambos os pais na sua vida.
 
Para evitar que tal aconteça, é importante que, depois do nascimento dos filhos, o casal não perca de vista aquilo que os uniu no namoro: os sentimentos, o projeto de vida em comum, o prazer em estar um com o outro, a vontade de sair em conjunto e daí por diante.
 
As atividades das crianças são ótimas tanto para o casal que pode aproveitar para fazer também um programa a dois nesse período de tempo, como ajudam os filhos a serem mais autónomos, a criarem os seus planos de vida, a conhecerem-se melhor, a fazerem amizades e a serem também mais felizes. É uma ilusão pensar que os filhos são felizes só porque os pais lhes dão atenção, bens materiais e prendas. Os filhos são felizes quando os pais estão felizes, quando têm um casamento saudável e equilibrado, quando conversam tanto com o filho como entre si e fazem os seus programas a dois. Isto faz bem a toda a família.
 
Se não pensou nisto e só agora está disposto a tomar essa decisão, saiba que nunca é tarde para mudar, muito menos para melhor. Comece por inscrever o seu filho numa ocupação de tempos livres que o possa preencher e agradar. Pode ser uma atividade desportiva, um grupo de escoteiros ou outro em que tenha atividades regulares e onde os pais o possam deixar com outras crianças e adultos de forma segura. Nesse tempo, organizem-se e façam também uma atividade em casal que pode ser aulas de qualquer coisa, participar em palestras ou simplesmente lanchar fora e beber um café sem os filhos. Esse tempo será certamente muito bem aproveitado por todos.
 
Pode também contratar uma babá para que o seu filho possa ficar em casa enquanto vocês saem, não importa, é preciso é que procurem uma solução para estarem mais tempo juntos a dois para que possam alimentar a relação de uma forma saudável e descontraída.
 
Ao mesmo tempo, aprendemos a libertar um pouco mais os nossos filhos que andam excessivamente controlados e com medo a mais. As crianças de hoje estão tão condicionadas que, só quando se sentem um pouco mais libertas é que se conhecem melhor, é que deixam de andar em piloto-automático de uma atividade para outra. Os nossos filhos também precisam que os adultos estejam mais ocupados um com o outro para que possam ter alguma folga desse excesso de proteção e de atenção. Esta é a razão pela qual se diz que, quando os pais estão felizes, os filhos beneficiam, pois podem brincar mais, fazer novas experiências, ter mais imaginação e daí por diante.
 
Não tenhamos ilusões de que estamos a fazer o melhor para os nossos filhos controlando-os e protegendo-os demais. As crianças precisam de espaço para colocarem em evidencia as suas brincadeiras, aquilo que é próprio da idade para que cheguem à adolescência mais seguros, confiantes e com um melhor comportamento. Se prendermos demais os nossos filhos, eles vão saltar todas as etapas até chegarem á idade adulta, aí aos 18 anos, vão fazer tudo aquilo que não puderam fazer, mas fora de tempo…Por isso e para manter o seu casamento, dê tempo e espaço à vossa vida conjugal e à vossa tarefa de pai e de mãe.
 
Em liberdade, todos vão ser mais felizes, todos vão querer estar à mesa juntos para contar as novidades, todos vão estar mais entusiasmados e muito mais próximos uns dos outros. A liberdade que damos aos nossos filhos é tão gratificante que eles gostam muito mais de nós, valorizam muito mais o tempo em que estamos juntos e apreciam muito mais os seus pais enquanto exemplos de vida. É preciso dosear muito bem a relação para evitar cair nos extremos, por isso, aconselho a que tenha um tempo para si, para o seu cônjuge e outro para os seus filhos. Estabelecida a regra, descontraia, pois estará certamente a fazer o melhor que sabe e que pode no tempo que lhe resta após o trabalho, mas anote que não precisa de muitas horas para isso, às vezes bastam alguns minutos para que o seu filho fique radiante, tal como basta uns momentos a dois para que se libertem os sentimentos entre o casal. É preciso que que esteja ali, de verdade, com disponibilidade.
 
Fátima Fernandes
 
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