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Pais livres de culpas são mais competentes e felizes
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A vida moderna acarreta novas exigências para as quais os pais têm de estar preparados e nem sempre estão à altura de o fazer por medo, culpa ou desconhecimento.
 
O primeiro ponto a realçar neste apontamento é que os pais devem pedir ajuda sempre que têm dúvidas para poderem ser mais competentes e resolver melhor os seus problemas. Na mesma sequência, devem reservar algum tempo à leitura específica, para que possam estar mais informados e dar respostas mais orientadas para os desafios que lhes são propostos.
 
Os pais precisam de compreender que não têm de sofrer com a parentalidade, muito menos carregar pesos desnecessários, mas igualmente têm de assumir que não sabem tudo e procurar as melhores formas de aconselhamento. Ter uma relação de proximidade com a escola, permite que seja feito um melhor acompanhamento dos filhos e, ao mesmo tempo, que muitos problemas sejam melhor superados. Procurar o aconselhamento de um psicólogo também facilita muito a tarefa, uma vez que, este profissional faz a sua avaliação da situação e fornece pistas importantes para cada caso. O essencial é serem humildes e capazes de reconhecer que algo pode estar a não correr da melhor forma. Se no passado os pais carregavam os pesos da educação sozinhos por não se sentirem à vontade para pedir ajuda, hoje é cada vez mais comum ir a uma consulta de psicologia expor um problema e procurar uma solução.
 
Nos tempos atuais, muitos pais sentem-se culpabilizados por não conseguirem ter o tempo necessário para estar mais com os seus filhos, já que o mundo profissional é muito exigente. Como consequência disso, acabam por não estabelecer os necessários limites nos filhos, por não lhes darem um tempo de qualidade e, pior do que isso, por lhes oferecerem bens materiais para compensar essa falta de tempo e de atenção.
 
O segredo é ir ao fundo do problema, é assumir que se tem menos tempo, mas que quando pais e filhos estão juntos, conversam abertamente sobre qualquer assunto, marcam a sua presença e autoridade. Interessam-se pelo seu dia, pelo seu percurso escolar, pelas suas brincadeiras com os colegas e procuram ouvir os filhos para que percebam o que se está a passar com eles.
 
Os pais que assumem que têm menos tempo, em vez de se culparem por isso, aproveitam todos os minutos que dispõem para estar com os filhos, mudam a sua vida e hábitos em função dessa prioridade e aceitam que fazem o seu melhor e que, quando não o conseguem, pedem ajuda especializada.
 
Os pais que se organizam para melhor educarem e cuidarem dos seus filhos, substituem as culpas por tempo e momentos de qualidade. Desligam os ecrãs no final do dia e no tempo em que estão em família, para poderem estar integralmente nessas ocasiões.
 
Os pais que querem que os filhos recebam bons exemplos, procuram gerir o melhor possível o seu tempo para poderem estar mais libertos nos momentos em que estão fora do trabalho. Dedicam tempo e atenção aos filhos, conversam com eles, ouvem as suas dúvidas, dão os seus alertas e, sobretudo, não deixam de fazer respeitar as regras, pois assumem e aceitam que todos têm menos tempo para estar juntos, mas que é nesse momento que as regras precisam de ser afirmadas; é quando ocorre a situação que se deve corrigir. Os filhos aprendem a crescer e a se desenvolver nesse formato e aceitam que os pais têm os seus horários, mas que, num determinado momento do dia conseguem estar todos juntos num tempo de qualidade.
 
É um facto que marido e mulher têm de trabalhar, tal como é real que ambos se têm de organizar muito bem quando são pais, pois a educação dos filhos é da sua responsabilidade e de nada serve andar a culpar tudo e todos pelo que corre menos bem. Os pais têm de se afirmar, de assumir essa posição para que sejam o mais competentes possível. Pedem ajuda, mas não deixam de fazer aquilo que lhes é devido e até sentem orgulho em ter tantas tarefas e em conseguirem dar uma resposta pronta a tudo. Tal consegue-se com uma boa organização dos nossos dias e do nosso tempo livre. Os pais responsáveis, não compram a atenção e a falta de regras dos filhos com prendas, mas sim dão-lhes apoio ao estudo em casa, brincam com os filhos e fazem programas em família. Abdicam de momentos de lazer sozinhos para poderem estar mais tempo de qualidade com os filhos e reconhecem o valor e o prazer de estar em família, pois isso é o mais importante de tudo e aquilo que os filhos esperam dos pais.
 
Não importa se tem de trabalhar mais horas, importa o que fazem quando não estão no trabalho, reforçam os especialistas na área comportamental. Os pais têm de perceber que precisam de dinheiro para manter a sua vida, que têm  de trabalhar, mas que a educação dos filhos também é uma tarefa responsável e exigente, que requer tempo, atenção e menos desculpas. O tempo que se perde a culpabilizar os outros pelo fracasso na educação dos nossos filhos, deve ser ocupado dentro de casa a tentar procurar as melhores soluções para os problemas. Os pais que reagem em vez de se lamentarem, conseguem muito melhores resultados e um nível maior de satisfação na sua vida pessoal e familiar, por isso, é fundamental encarar frontalmente o problema e procurar resolve-lo em vez de “disparar” em várias direções à procura de culpados. Pais que são competentes na sua tarefa, têm vidas mais seguras, felizes, filhos bem encaminhados e realizados, longe de perigos porque estão bem informados.
 
Na sua obra “Liberte-se da Prisão das Emoções”, August Cury realça a importância de uma diálogo franco e sincero entre pais e filhos para evitar problemas mentais e também o desvio para os consumos indevidos.
 
Na posição deste autor, é importante que os pais expliquem aos filhos os perigos das drogas entre os 7 e os 11 anos, pois caso não o façam, “eles ficaram a saber que as drogas existem através dos amigos e dos grupos de convívio, o que por vezes já pode ser tarde demais”. O mesmo se passa com o sexo e com todos os temas. Os pais devem estar preparados para conversar abertamente sobre todos os assuntos com os filhos para evitar que eles só falem sobre esses temas com os amigos da mesma idade e sem qualquer responsabilidade. Ao mesmo tempo, os pais devem dizer claramente o que é esse mundo da droga, seja o consumo de tabaco, álcool, haxixe, cannabis, cocaína ou qualquer outra substância, inclusive medicamentos que causam dependência.
 
Os pais devem saber mais que os filhos para não os deixar com dúvidas e não devem despertar a curiosidade, mas sim explicar que “a droga é a maior prisão do ser humano”, que tem efeitos psicológicos destrutivos e que altera completamente o modo de vida do ser humano. Os pais devem mostrar disponibilidade para conversar sobre qualquer assunto e procurar saber mais quando assim se justifica. O mesmo se passa com aquilo que escondemos dentro de nós, que não assumimos e não verbalizamos com medo da crítica. Para August Cury é fundamental expor as nossas ideias, ter alguém da nossa confiança com que possamos falar, especialmente o nosso cônjuge. Devemos igualmente falar sobre todos os assuntos com os nossos filhos, mostrando-lhes segurança, confiança e liberdade, tendo o cuidado de fazer perguntas para que eles pensem acerca do assunto “muito mais do que só expor as nossas ideias”. Os nossos filhos devem aprender a pensar e a analisar as suas emoções para que se possam proteger dos perigos da nossa sociedade, adverte o mesmo psiquiatra e autor da Inteligência Multifiocal.
 
Pais mais informados conseguem sentir-se mais seguros e, ao mesmo tempo, dar mais confiança e estabilidade aos filhos, por isso, é fundamental que se promova o pensamento, que se fale acerca dos medos e que se afastem as culpas, já que estas devem ser substituídas por ação, por realização e pela procura de soluções para os problemas.
 
Sempre que necessário, devemos fazer “uma viagem ao nosso interior”, ouvir o nosso “eu” e perceber aquilo que pode e que precisa de ser melhorado, alerta August Cury, evidenciando que, só dessa forma seremos críticos e capazes de esclarecer as nossas dúvidas procurando saber mais e ter pensamentos mais orientados para a realidade.
 
Fátima Fernandes
 
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