Em reação ao caso, Luís Filipe Machado, representante concelhio do PAN Tavira e deputado municipal independente, considera, num comunicado divulgado, que a situação levanta "questões sérias sobre a capacidade de resposta do sistema de emergência médica no Sotavento algarvio e no concelho de Tavira em particular".
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Segundo o responsável local do PAN, quando um pedido de ajuda urgente não obtém resposta em tempo clinicamente aceitável, "não estamos apenas perante uma falha técnica, mas perante um problema que exige responsabilidade política e institucional."
Luís Filipe Machado sublinha que este caso não pode ser encarado como "um episódio isolado ou uma fatalidade inevitável, alertando para fragilidades estruturais na resposta de emergência bem como carências persistentes de meios".
O PAN de Tavira anunciou que irá solicitar esclarecimentos formais às entidades competentes, nomeadamente ao INEM, relativamente aos tempos de resposta, critérios de triagem e disponibilidade efetiva de meios de emergência no concelho e na região, através da Comissão Política Distrital de Faro, liderada por Saúl Rosa.
O Porta-voz da Distrital do partido, regista que "o que está em causa é a dignidade da vida humana, e o próprio direito à vida", sublinhando que "nenhuma pessoa pode morrer à espera de socorro sem que isso gere uma resposta firme do poder político, assim como as devidas consequências e responsabilidades políticas".
Paralelamente, o partido informa que irá articular o seu posicionamento com o Executivo da Câmara Municipal de Tavira, defendendo uma atuação institucional concertada que permita pressionar o poder central para o reforço dos meios de emergência médica no território.
O caso foi também mencionado pela estrutura nacional do PAN, nomeadamente em sede de parlamento, através da deputada Inês Sousa Real, com vista à avaliação de eventuais iniciativas políticas e parlamentares que assegurem tempos de resposta adequados em situações de emergência, independentemente da localização geográfica.