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Para ganharmos algo novo, temos de abdicar do velho
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Desde pequenos que percebemos que, crescer implica abdicar de umas coisas em prol de outras e, parece que esta base nos suporta a vida inteira.
 
Se acumulássemos tudo o que vamos reunindo desde que nascemos, certamente que precisávamos de muitas casas para guardar tantos objetos, o mesmo se passa com a nossa mente. À medida em que vamos evoluindo, vamos percebendo que não precisamos de tanta informação para resolvermos os nossos problemas e para vivermos melhor. Aliás, vivemos muito melhor com menos pesos do passado e, isso a maioria das pessoas já sabe.
 
Mas afinal, como é que conseguimos libertar-nos do passado para podermos dar lugar ao presente e aos planos de futuro?
 
Cada pessoa encontra as suas técnicas em função do ambiente em que vive, da educação que recebeu e da cultura a que pertence, mas de um modo geral, todos sabemos que, quando acumulamos muitos objetos que não nos fazem falta, é porque algo não está bem dentro de nós.
 
As pessoas que acumulam tudo e mais alguma coisa, sentem que esses objetos lhes dão uma ilusória sensação de segurança, o que não corresponde à verdade, pois se as confrontarmos com as mesmas coisas que as assustam, vamos perceber que, mesmo a viver num museu de memórias, acabam por ter medo dos mesmos cenários..
 
O medo tem de ser sinalizado e tratado, tal como os objetos que temos em casa têm de ser selecionados para que possam dar lugar a outros. Devemos habituar os mais novos a fazerem também eles essa seleção daquilo que não precisam, pois para além de estarmos a promover o seu desenvolvimento, estamos a aliviar a casa de muitos trastes sem valor.
 
O mesmo se passa com as roupas e com tudo na nossa casa.Se percebermos que precisamos de espaço, de limpeza e de harmonia para sermos felizes, percebemos a importância de nos desfazermos de objetos que já terminaram a sua vida útil.
 
Depois, é essencial não colocar outros no mesmo lugar e perceber que, não precisamos assim de tantos objetos para sermos felizes, precisamos de espaço, de entrada de luz nas nossas casas e de ter o prazer de limpar sem ter um infinito de objetos para arrumar.
 
Um espaço mais vazio é muito mais fácil de organizar, o mesmo se passa com a nossa mente. Não precisamos de querer guardar tudo para utilizar mais tarde! Precisamos de deixar passar aqueles conteúdos que não se aplicam ao nosso estilo de vida atual, apesar de já terem feito parte do nosso passado e percurso.
 
Não precisamos de receber tanta informação diariamente.Faz bem-estar em silêncio, ouvir a nossa mente, em vez de a sujeitar a tantos estímulos. Faz bem dormir e descansar mais tempo, faz bem termos a liberdade de escolher aquilo que queremos ouvir ou ler. Faz bem saborear algo e daí por diante.
 
Quando a nossa mente está cheia de informação, é como as nossas casas, parece que está tudo empoeirado e sem nitidez, sem brilho, sem organização. É por isso que, a nossa casa espelha aquilo que sentimos e pensamos.
 
Um ambiente limpo e organizado denota uma boa saúde mental, enquanto que o oposto revela que não estamos bem em qualquer área de vida.
 
Uma boa forma de nos libertamos dos velhos conteúdos, é mesmo arrumarmos a mente. A escrita, a leitura, o desporto ajudam muito nessa tarefa, já que estamos concentrados em algo que nos motiva e faz viajar no tempo. Quando regressamos à nossa realidade, temos a sensação de termos subido um patamar na nossa existência, isto porque deixamos passar muitos pensamentos que poderiam estar a impedir a aprendizagem de algo novo.
 
Não é preocupação destas “Dicas do Dia” passar conhecimentos científicos que facilmente irá encontrar num bom livro, mas sim, como o nome indica, fornecer diariamente pistas que podem convidar à reflexão e ao encontro de alternativas para problemas muito simples como este de nos desfazermos daquilo que nos incomoda.
 
É verdade que, em casos mais sérios, um técnico de psicologia pode ser o melhor aliado, mas nestas situações elementares do quotidiano, qualquer mente saudável é capaz de parar e pensar uns minutos acerca de algo que pode melhorar na sua vida.
 
Aproveite já este sol de fim de semana para fazer uma “vistoria” à sua casa. Mobilize a família e dediquem-se a escolher os objetos que não têm valor neste momento e que podem ser úteis para outra pessoa ou simplesmente irem para o lixo pelo seu estado de degradação.
 
Faça esta ronda por toda a casa e certifique-se de que se está a preparar para iniciar um novo ciclo, uma primavera mais livre e feliz. Faça o mesmo com a sua mala e verifique se anda com muitos pesos desnecessários.
 
Garanto-lhe que, com esta operação “limpeza” chegará ao fim do dia com a sensação de que se livrou de uma série de obstáculos à sua felicidade.
 
Irá ter a sensação de que é capaz de arriscar algo novo e ter um tempinho para ler qualquer coisa interessante.
 
No dia seguinte, certamente que terá uma ideia muito mais positiva acerca de si mesma. Experimente fazer este exercício de vez em quando e… sinta-se mais livre e feliz dando lugar ao novo, abdicando do velho!
 
Fátima Fernandes
 
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