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Para que uma sociedade tenha valores, cada um tem de fazer a sua parte
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Continua na ordem do dia a necessidade de ter uma sociedade com mais valores, onde o respeito faça parte das relações humanas, onde os alunos respeitem os professores, onde o cidadão comum respeito a autoridade, a justiça e as demais entidades que existem precisamente para garantir os direitos das pessoas.
 
Ouço a crítica fácil ao que se tem perdido ou que não foi incutido nas mentes das pessoas, como se fosse algo que terá de surgir “de qualquer lado” e fico com a sensação de que nos falta compreender algo muito simples: cabe a cada um de nós fazer a sua parte!
 
Cada um de nós tem a responsabilidade pelo seu próprio comportamento, pelo cumprimento das regras e das leis da nossa sociedade, pois dessa forma também estamos a contribuir para viver num espaço melhor. Cabe a cada um de nós saber cumprir as suas funções no seu emprego, na sua casa, no seu jardim para evitar prejudicar os outros e zelar pela sua segurança e bem-estar. É da responsabilidade de cada um transmitir bons valores àqueles com quem se relaciona, sejam amigos, conhecidos ou familiares. Numa simples conversa, qualquer um de nós é capaz de criticar um comportamento negativo para evitar que outra pessoa o imite.
 
Cabe aos pais educarem os seus filhos para que eles saibam estar no espaço social e conviver com as pessoas com quem se cruzam no seu dia-a-dia. São os pais que têm de ensinar em casa para que os filhos respeitem os professores, cumpram as regras de trânsito, coloquem o lixo no recipiente, não digam palavrões, respeitem as orientações dos mais velhos que trabalham na escola e daí por diante. São os progenitores que ensinam a boa convivência social, que impedem as agressões entre crianças, que dão o exemplo de comportamento e explicam a razão pela qual isto ou aquilo não se pode fazer.
 
Numa sociedade sem tempo, ainda mais se justifica que cada um saiba fazer a sua parte em casa, pois a escola não terá capacidade de o fazer, as instituições que a criança frequenta ensinam a parte que lhes compete e, na realidade, todos precisamos de conhecer as regras para as poder cumprir. Se não transmitirmos esses conhecimentos, os nossos filhos vão construir falhas atrás de falhas ao longo da vida e sem saberem porquê. São punidos pelas autoridades sem que percebam a razão pela qual estão a infligir a lei, o que não é justo.
 
Temos menos tempo do que gostaríamos, mas temos de o aproveitar da melhor forma. Temos de aproveitar todos os momentos para ensinar, para educar, para corrigir e para explicar aos nossos filhos como é que a vida pessoal e social se processa, pois mesmo com menos tempo, quem decidiu ser pai e mãe, não se pode afastar das suas responsabilidades, terá sim de gerir melhor o seu tempo!
 
As crianças e jovens aprendem com tanta facilidade que basta que aproveitemos os pequenos momentos em que estamos juntos para lhes podermos explicar algo complexo. Basta ver o nosso filho deitar um papel para o chão para imediatamente lhe dizermos que o deve apanhar e colocar no balde. Basta que ele nos conte como foi o dia na escola para percebermos como está a sua relação com os colegas e professores e aí, temos de avaliar sempre a situação pelo lado do adulto que somos e percebemos se há algo anormal. Não podemos partir do princípio de que o nosso filho tem sempre razão e reduzir o papel de autoridade do professor. Em caso de dúvida, devemos falar com o docente à margem da criança ou jovem. É de um profissional que se trata, não o podemos desrespeitar de forma alguma e, é esse exemplo que estamos a transmitir aos nossos filhos.
 
Temos de compreender que as situações estão todas interligadas. Um mau comportamento da nossa parte vai servir de exemplo para os nossos filhos, pelo que devemos pensar bem no que dizemos e no que fazemos. É a tal inteligência emocional que requer algum controle pessoal e mais capacidade para ouvir, ponderar e depois ver o que se pode fazer. Qualquer pessoa tem de tomar esta consciência para funcionar melhor e, quanto mais os nossos filhos receberem bons exemplos, mais fácil será educá-los, não tenhamos dúvidas disso.
 
Com os nossos bons exemplos, aumenta a autoestima de todos porque há menos repreensões e punições, o bem-estar é mais gratificante e o tempo livre é melhor aproveitado em família. A relação com o professor é positiva e serve de exemplo para as demais relações que a criança vai estabelecer no seu percurso. É neste sentido que, só temos a ganhar se ensinarmos bem os nossos filhos, se pedirmos ajuda quando não sabemos fazer, se formos humildes em querer corrigir e melhorar, porque podemos sempre melhorar, precisamos é de saber fazer melhor e aquilo que se pretende alterar.
 
Numa sociedade sem tempo, continua a ser de bom-tom:
 
- a pontualidade
- o cumprimento quando se chega a um local
- olhar a pessoa quando se cumprimenta
- acenar quando se cumprimenta ao longe
- conhecer as regras da escola, da instituição que se frequenta
- cumprir prazos
- agradecer
- pedir licença
- pedir desculpa
- ouvir o que o outro tem para nos dizer…
 
Afinal, partilhamos todo o mesmo espaço social, todos queremos respeito e dignidade, para isso, temos de dar o primeiro passo!
 
Fátima Fernandes
 
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