Muitas famílias não faltaram à inauguração, explorando todas as valências do parque, que integra equipamentos para todas as idades, desde street workout, parque infantil e equipamentos geriátricos, a mesas de merendas, trilhos para corrida ou caminhada e um lago artificial. Tratou-se de um investimento que rondou os 3 milhões de euros, com financiamento do município (40%) e do programa Algarve 2030 (60%).
O autarca de Lagoa disse ao Algarve Primeiro que o Parque Urbano do Parchal, com uma área de 33 mil m² (equivalente a cerca de três campos de futebol), foi inaugurado precisamente no Dia Mundial da Árvore, com uma nova plantação no local.
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Luís Encarnação afirmou que este é “um primeiro passo de uma estratégia clara e assumida para construir um concelho mais verde, mais sustentável e melhor preparado para servir as próximas gerações”, explicando que o parque tem uma dupla função: “promover a atividade física, o lazer e o convívio entre famílias, mas também afirmar uma política ambiental responsável, baseada na sustentabilidade, na eficiência e na valorização dos recursos naturais”.
Foram plantadas espécies mediterrânicas como oliveiras, alfarrobeiras, figueiras e arbustos resilientes no contexto das alterações climáticas. Foi também instalado um sistema de rega inteligente (gota a gota), adaptado a uma estação meteorológica, que permite ajustar, em tempo real, as necessidades hídricas do espaço, com uma eficiência de 98%. Existe ainda uma conduta que abastece o parque com água tratada e não potável.

A estratégia do município passa por continuar a investir neste tipo de parques urbanos no concelho. Luís Encarnação informou que o Parque Urbano da Mexilhoeira da Carregação está 90% concluído e que há outro, em Estômbar, com cerca de 50% de execução. Existe ainda um projeto já concluído referente ao parque de Lagoa, faltando a aquisição do terreno que, de acordo com o autarca, deverá ocorrer em breve, permitindo lançar o concurso da obra.
Outro investimento previsto passa pela valorização das Alagoas Brancas, cujo projeto deverá estar concluído até ao final do ano, num investimento da Câmara que “terá algumas das valências do Parque do Parchal, mas dará especial atenção à renaturalização do local, nomeadamente à preservação da natureza e à sua visitação, tal como acordado com o Fundo Ambiental”, esclareceu o edil.
O autarca assumiu que este tipo de equipamentos no concelho, convida a comunidade a sair de casa, a praticar desporto, a contactar com a natureza e a fomentar o convívio: “é um importante contributo para diminuir os gastos em saúde, porque, se adotarmos um estilo de vida mais saudável e o mais precocemente possível, significa que, quando formos mais velhos, teremos mais saúde e menos necessidade de utilizar fármacos”.
Também ao nosso jornal, o presidente da CCDR Algarve argumentou que é preciso criar “esponjas verdes nas cidades, e este Parque Urbano do Parchal é um exemplo disso, pois permite às pessoas utilizarem-no para lazer e para provas desportivas, sendo um espaço de qualificação do território”.

José Apolinário considerou que, no âmbito dos compromissos assumidos pela Comissão Europeia relativamente à transição climática, “temos um conjunto de medidas centradas na biodiversidade e nos espaços verdes. Este está concluído e há outro em finalização no lado poente de Olhão, mas existem mais verbas para projetos desta natureza, pelo que aproveito para deixar esse convite aos autarcas para apresentarem mais candidaturas”, apelou.