Economia

Paulo Morais foi o convidado do 2º Encontro da Tertúlia Olhanense

Em nota de imprensa, a Tertúlia Olhanense recorda que foi recentemente criada, mas que, tem vindo a colher mais participantes em cada sessão. É composta por 60 membros de todos os quadrantes políticos, sociais e empresariais, reúne de dois em dois meses exclusivamente no concelho de Olhão, tendo como objetivo central que, a sociedade civil olhanense debata temas de interesse nacional, regional e local.

 
A mesma nota resume que o 2.º Encontro da Tertúlia Olhanense que ocorreu a 31 de janeiro e que, “foi um sucesso pois contou com mais 50% de participantes que o 1.º evento”.
 
Segundo a organização, a Tertúlia está a afirmar-se na sociedade civil olhanense “como um espaço necessário, livre e de saudável discussão”.
 
Do segundo encontro a Tertúlia destaca a intervenção “desassombrada do Dr. Paulo Morais, que colocou ‘o dedo na ferida’ na autêntica chaga social que é a corrupção no nosso País”. A mesma nota evidencia que, as suas considerações “deixaram alguns dos presentes incrédulos” com questões como: como é possível este grau de corrupção num País tão pequeno como o nosso?
 
Paulo Morais avançou que, Portugal se encontra no 30.º lugar dos países mais corruptos, e que a corrupção é sistémica e está entranhada nos próprios agentes do Estado.
 
A mesma fonte cita ainda que, a maior corrupção parte do Estado Central e das Autarquias, sendo destacados os casos na Banca e na Ponte Vasco da Gama.
 
Paulo Morais aprofundou o urbanismo e o planeamento nas autarquias que, “proporciona grandes esquemas de corrupção onde os interesses privados se sobrepõem aos interesses públicos”.
 
Em jeito de conclusão, a Tertúlia aponta que, “é preciso uma justiça mais célere e a atuar sem piedade contra o crime económico”.
 
Realçando que, “tem de terminar a promiscuidade entre os grandes escritórios de advogados que fazem as leis e depois elaboram pareceres que custam milhões a esclarecer os pareceres que eles próprios elaboraram com a agravante destes advogados litigarem contra o Estado em nome dos privados usando as leis que elaboraram”, a organização fechou o encontro, com a promessa de se voltar a reunir daqui a dois meses.