Política

PCP exige que Governo assuma as suas responsabilidades para abertura da USF de São Brás de Alportel

PCP - (Facebook)
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Com as obras da nova Unidade de Saúde Familiar (USF) concluídas, a Comissão Concelhia de São Brás de Alportel do Partido Comunista Português (PCP) critica que a entrada em funcionamento da nova unidade continue sem data definida, por falta de equipamentos, cuja aquisição representa um encargo estimado em 308 mil euros.

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Segundo as informações tornadas públicas pela Câmara Municipal, caberia ao Ministério da Saúde assegurar o apetrechamento da nova unidade, compromisso que não foi cumprido. Esta situação obrigou a autarquia a procurar financiamento através de uma candidatura a fundos comunitários, em articulação com a Unidade Local de Saúde do Algarve.

O PCP diz ser "inaceitável" que o Governo se desresponsabilize das suas obrigações para com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), transferindo para as autarquias encargos que são da responsabilidade da Administração Central.

O partido sublinha, num comunicado, que este não é um caso isolado, sendo mesmo "a expressão de uma política de sucessivos governos que, ao longo dos anos, têm promovido o subfinanciamento do SNS, a degradação das condições de trabalho dos seus profissionais e a crescente transferência de responsabilidades para as autarquias, sem a correspondente garantia dos meios financeiros necessários". 

Neste sentido, os comunistas consideram indispensável que o Governo garanta de imediato o cumprimento das suas responsabilidades, com o financiamento integral dos equipamentos necessários e a entrada em funcionamento da nova USF com a maior brevidade possível, sem fazer depender a sua abertura da aprovação de candidaturas a fundos comunitários. 

Defendem também o reforço dos meios humanos do SNS no concelho, assegurando médicos de família e enfermeiros de família para todos os utentes, bem como os restantes profissionais indispensáveis ao funcionamento dos serviços; a garantia de que a transferência da USF da Villa para as novas instalações não conduzirá ao esvaziamento ou à redução de valências do atual Centro de Saúde, devendo, pelo contrário, constituir uma oportunidade para alargar e melhorar a resposta pública de cuidados de saúde no concelho; o reforço dos serviços de proximidade, com a disponibilização de meios complementares de diagnóstico, consultas de especialidade, cuidados de saúde mental, serviços de reabilitação e outras respostas que permitam reduzir as deslocações da população para outros concelhos, bem como a defesa e valorização do Centro de Medicina de Reabilitação do Sul, garantindo o seu caráter público, a sua integração e articulação com o SNS e o reforço dos meios humanos, técnicos e financeiros necessários ao cumprimento da sua missão.

Para o PCP "não basta inaugurar edifícios. É preciso garantir que o SNS funciona, com meios, profissionais e capacidade de resposta", assinala.