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Perdemos demasiado tempo com a vida dos outros e pouco com a nossa
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Desde logo, importa salientar que, é importante olhar para as vidas das outras pessoas.
 
Somos humanos e precisamos de encontrar essas referências entre seres da mesma espécie, o problema começa quando os outros são o nosso alvo e nos esquecemos do quão relevante é a nossa vida.
 
Não há dúvidas de que aprendemos através dos outros, muito menos se nega que, conversando e retirando ideias dos outros nos acrescentamos mais e melhor, mas há um tempo em que temos de agarrar nesse conhecimento e aplicá-lo na nossa vida.
 
Há um momento para analisarmos a informação que recebemos por entre a diversidade, e precisamos de nos posicionar enquanto seres únicos e especiais. É isso que nos diferencia e que nos torna capazes de resolver os nossos próprios problemas.
 
Como é que isso se faz? Pensando acerca daquilo que recebemos de informação e depois tentando canalizar para o nosso próprio contexto. Não tenhamos ilusões, ninguém consegue viver a vida de outra pessoa, muito menos pensar como ela. Ninguém tem capacidade de ler pensamentos, muito menos de apurar como é que alguém conseguiu algo e de que forma. O processo de cada um é único e pessoal, podemos e devemos inspirar-nos no que os outros fazem de melhor e adequar à nossa vida. Retiramos a ideia e depois plantamos as nossas sementes. Se soubermos a receita, podemos reproduzir um bolo ou uma delícia iguaria com o nosso tempero e toque pessoal.
 
Penso que, de outra forma, não faz sentido dedicarmos tanto tempo à vida dos outros, muito menos à dos nossos amigos. Acho que é um sofrimento e um desgaste desnecessário que pode muito bem  ser aplicado em prol da nossa felicidade.
 
Conheço pessoas que praticamente já deixaram de viver a sua vida só para falarem na vida dos outros. Se dedicam tanto empenho naquilo que não lhes pertence, por que não fazer o mesmo para a sua vida e retirar prazer disso?
 
Penso que tendemos a esquecer-nos de algo muito importante: as emoções. São as emoções que nos permitem valorizar mais e melhor aquilo que temos e, reconheçamos que, uma boa parte das pessoas que se dedica tanto à vida alheia, tem um pobre universo emocional, pois se assim não fosse, estaria a desfrutar de momentos de prazer com aqueles que ama.
 
É aqui que quero chegar. Temos de nos ocupar do nosso mundo emocional e cultivar as nossas próprias sementes para que possamos ter um jardim bonito, até mais bonito que o da vizinha! Mas para isso, podemos saber as sementes que ela utilizou e dar largas à nossa imaginação para fazer diferente. Nem precisa de lhe dizer que aprendeu com ela a fazer o seu canteiro, basta que o mostre com carinho e ela saberá apreciá-lo, afinal todos vão beneficiar de canteiros mais bonitos e coloridos, não é verdade?
 
Penso que é muito simples viver dentro de nós próprios e respeitando os outros. Não precisamos de andar a perder tempo e energia com pormenores que em nada nos acrescentam, utilizemos aquilo que aprendemos em nosso benefício e em prol da comunidade.
 
Não é novidade para ninguém que a bondade aumenta a saúde e a longevidade, o que é mais uma razão para evitar os conflitos e, isso consegue-se assim, com este exemplo do canteiro, com o lixo que se coloca no local certo e daí por diante. Se estivermos ocupados com a nossa vida e analisando os nossos comportamentos, perdemos muito menos tempo com a vida dos outros.
 
Claro que o mesmo se aplica ao amor. Em vez de invejar a felicidade da vizinha que sai com o marido ao final da tarde e sempre com uma boas gargalhadas entre o casal, “por que não faço o mesmo com quem amo?”
 
Devo imitar os bons exemplos para a minha vida em vez de criticá-los só porque tenho inveja.
 
Devo fazer eu mesmo a minha vida mais colorida e feliz em vez de “cobiçar” a vida dos outros. Se têm um carro novo, certamente que o conseguem pagar, o mesmo se passa com a nova casa e daí por diante. Enquanto não nos pedirem dinheiro para pagar aquilo que compram, não faz sentido que nos ocupemos com o que fazem e têm. Devemos, nesse mesmo tempo, ponderar melhor a nossa vida, o que nos falta e o que podemos melhorar. Quem sabe até pensar numa forma de ganhar mais algum dinheiro e de poder fazer face a alguns caprichos também.
 
Quem fala da vida alheia é porque tem a sua muito vazia. Por que não encontrar mais ingredientes para a preencher? Por que não tentar dar mais qualidade ao que temos em vez de querermos algo novo? E se pouparmos em algo que não nos dá prazer em prol de outra coisa melhor?
 
Se nos concentrarmos na nossa vida, a dos outros perde uma grande parte dessa importância e, assim é que deve ser. Que sentido faz a vida da vizinha ter mais valor que a minha?! Eu também sou importante e tenho os meus interesses, ando a perder energia com as coisas dos outros para quê?
 
Penso que vale a pena pensar na sua vida de uma forma mais alargada, colorida e bonita. Deixe de pensar só no presente. Programe um pouco mais além. Se hoje não tem, amanhã poderá conquistar com o seu empenho, energia e um querer muito forte. Vamos tentar?!
 
Escreva na tal folha de papel aquilo que considera importante na sua vida. Escreva também aquilo que não lhe faz falta. Depois, decida por onde vai começar agora a dar mais atenção. É tudo uma questão de organização e de prioridades, acredite que está no bom caminho e que vamos dando mais umas dicas para pensarmos em conjunto.
 
Fátima Fernandes
 
 
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