Sociedade
Pessoas “boas” gostam de se rodear de gente feliz
Cada vez mais se procura o bem-estar e tudo o que nos possa libertar das tensões do quotidiano. Muito em voga está a meditação e o Mindfulness que estão interligados, na medida em que fazem o apelo para que se sinta a mente e o corpo no momento presente.

 
Permitir a libertação do dia a dia, encontrar um momento de pausa e de descompressão onde se aproveita para refletir acerca do que nos aconteceu e do que queremos fazer e as suas razões, são as propostas destas linhas de pensamento que cada vez mais aproximam as pessoas que estão despertas para um novo estilo de vida.
 
Há muito que se defende a importância de apreciar os momentos, de saborear as pequenas conquistas e de valorizar aquilo que nos dá prazer. Os nórdicos já estão muito à frente nesse processo e, certamente que têm muito para nos ensinar, pois marcam um encontro com amigos, cada um leva algo para o chá ou para o lanche, acendem umas velas e preparam o ambiente para conversar descontraidamente e sem se preocuparem com tudo aquilo que nos contamina no dia a dia.
 
Esses encontros são de puro prazer e assumem a liberdade de cada um se encontrar tal como é. Estas pessoas que se rodeiam de “boas almas”, gostam de si mesmas, valorizam as suas conquistas e sabem o que é o prazer de estar com os outros sem nada lhes exigir em troca a não ser a partilha das boas energias, das gargalhadas e de um bolo confecionado em família.
 
É nestas pequenas coisas e momentos que reside a beleza do ser humano e a capacidade de se abstrair das exigências sociais, sublinha quem defende esta teoria que mais não é que um regresso às origens humanas, um encontro com o que realmente somos, sem medos, sem pressões, sem a necessidade de mostrar aos outros aquilo que temos.
 
Existe uma liberdade imensa para que cada um se sinta bem com os outros, somente por aquilo que é; pela sua capacidade de resolver os seus dramas interiores, de cortar com aquilo que nos impede de sermos “boas pessoas” que é o materialismo.
 
Estes grupos que, por norma são espontâneos e marcados pelo prazer de estar, convivem num ambiente que gostam, sem se preocuparem com quem vai ser o próximo a fazer o convite, muito menos quantos bolos um levou e o outro não!
 
Estes momentos são mesmo para serem vividos com pessoas que defendem a mesma linha de pensamento e que se sentem no mesmo estágio evolutivo, já que não vale a pena convidar quem não apoia ou subscreve a mesma teoria de libertação e beleza interior despreocupada com aquilo que se pode retirar da situação. É o prazer de estar naquele momento que motiva estas pessoas para o convite, para o tal chá quente nos dias mais frios ou para a cerveja fresca nos dias quentes.
 
A música pode ambientar o espaço, tal como as velas e os aromas e, a liberdade entra em cada um dos seus elementos como algo que lhes permite conversar descontraidamente e sem uma intenção de ser melhor ou pior que os outros, já que estão todos em pé de igualdade para apreciarem o momento presente.
 
Para além dos convívios com amigos ou simplesmente conhecidos, existe somente um interesse em aprender a viver diariamente e, em cada vez mais momentos, desta forma descontraída e livre, pelo que, naturalmente estas pessoas “atraem” quem defende os mesmos ideais e não conseguem estar com quem não segue a mesma linha de comportamento e de pensamento. É normal que assim seja, tal como é natural que as pessoas se sintam mais confortáveis com quem lhes devolve energias semelhantes e que as acrescentem.
 
Muito longe vão as teorias de que “os opostos se atraem” e que as pessoas se acrescentam e evoluem em função dos conflitos que estabelecem uns com os outros.
 
Atualmente, as pessoas mais evoluídas sabem que todos vivemos conflitos internos e que isso nos faz pensar e melhorar aquilo que somos, pelo que, quando vamos ter com outras pessoas, é para mostrarmos o produto da nossa aprendizagem e não os conflitos em si.
 
É nessa leveza de encarar a vida que a meditação nos ajuda a encontrar esse estado de libertação, de conforto e de bem-estar. Gostamos do que somos e estamos com os outros por prazer, porque recebemos boas energias que nos inspiram para vivermos ainda melhor.
 
Pessoas negativas estragam este tipo de ambientes e acabam por ter de procurar alternativas, essa é a razão pela qual se diz que, pessoas boas gostam de se rodear de gente feliz; gente que lhes devolve as mesmas energias e sensações positivas!
 
Fátima Fernandes