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Pessoas felizes não “infernizam” a vida dos outros.Saiba porquê
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O intuito desta Dica do Dia é valorizar aquilo que se sente e aquilo que se faz de positivo em prol dos outros e não o seu inverso.
 
Está mais do que provado que, quem está feliz não faz mal aos outros porque se sente bem e confiante consigo mesmo, com as suas escolhas e nas atividades em que participa.
 
Pelo contrário, gente infeliz, insegura e instável, ultrapassa os limites do respeito dos outros e dedica parte do seu tempo a falar mal.
 
Isto acontece porque, dentro de um fofoqueira, reside um enorme sentimento de inferioridade e crítica face à sua própria vida. As pessoas criticam os outros para não assumirem os seus erros e as suas falhas. Procuram mascarar aquilo que fazem ou sentem colocando na pele dos outros as suas frustrações não aceites ou assumidas.
 
Regra geral, uma pessoa de “língua afiada” é mal resolvida e incapaz de resolver os seus próprios problemas, razão pela qual os coloca na vida dos outros para apreciação.
 
Estas pessoas funcionam através dos outros que julgam ser piores do que elas para se poderem “livrar” daquilo que as inquieta.
 
Uma mulher que é vítima de algum tipo de violência no seio do seu lar, tende a falar mal de outra que seja resolvida e feliz. Sem se aperceber, a frustração que sente por não ser capaz de denunciar esses maus-tratos, faz com que se projete noutra que tem uma vida livre e feliz, tentando abatê-la.
 
Podemos chamar egoísmo, inveja, maldade, o que quisermos, mas o importante é saber que, uma pessoa que fala mal dos outros, tem sempre problemas que não quer ou não consegue resolver. Em vez de pedir ajuda para se concentrar na sua própria vida e superar esses obstáculos, desvia as suas atenções para a vida alheia.
 
Pode ser uma forma de cobardia, uma resignação ou má formação pessoal. Essa pessoa pode ter crescido num ambiente semelhante ao que produz aos outros e não apresentar uma crítica face a esses comportamentos, pelo que alguém a pode chamar à atenção pelo que faz, mas na maioria dos casos, é mera perda de tempo.
 
Apenas uma intervenção psicológica seria capaz de ajudar este tipo de pessoas e se focarem mais nas suas vidas e menos nas dos outros, já que a infelicidade resulta da falta de objetivos realistas e concretizáveis.
 
Depois, criam-se enredos de tal forma grandes que, muitas vezes é mais complicado provar a verdade do que nos afastarmos de quem a inventou.
 
Sim, a solução na maior parte dos casos é ignorar e mudar de direção.
 
Certamente que o leitor(a) já assistiu de alguma forma a um comportamento desviante de alguém que, “nem trabalha nem deixa trabalhar”, “não resolve nem deixa resolver”, “não aceita mas nada faz para mudar”. Estes comportamentos estão presentes na família, nos amigos, nos colegas de escola ou de trabalho. Há muita gente que não se aceita tal como é e que, por essa razão se sente no direito de prejudicar a vida dos outros.
 
Estas pessoas mal resolvidas integram grupos só para gerarem conflitos, fazem amizades só para saberem mais acerca da vida dos outros e, frequentam a casa dos outros só para cobiçarem e lançarem “veneno” na harmonia dos outros.
 
Claro que não podemos esperar que, quem opta por este estilo de vida mude. Quem tem de mudar é quem de alguma forma se sente afetado. Não podemos permitir que a nossa felicidade seja prejudicada por gente mal intencionada, muito menos ficar à espera de resultados piores.
 
Quando nos apercebemos de que temos uma pessoa tóxica na nossa vida, temos a obrigação de lhe abrir a porta para que saia. Por muito que nos custe assumir, a realidade demonstra e bem que, uma pessoa infeliz só alivia as suas tensões interiores quando prejudica os outros. Digamos que é o escape para as suas frustrações e medos.
 
O mesmo se passa com o leitor(a) quando alguém se aproxima para tentar falar de outra pessoa, não permita, pois para além de estar a ser cúmplice de algo negativo para alguém, será você o alvo mais cedo ou mais tarde.
 
Não existem muitas alternativas para além do afastamento deste tipo de pessoas que se encontram como simples vizinhos. Temos uma sociedade muito focada no consumo e com muita necessidade de se mostrar que se é melhor do que o outro, pelo que tudo vale para abater quem nos causa algum tipo de frustração e, há pessoas peritas nisso, pelo que devemos desviar-nos enquanto temos possibilidade disso.
 
Tal como noutro vício qualquer, uma pessoa que tenha o hábito de falar de outras, vai sempre aumentando o tom e a capacidade para o fazer. Terá cada vez mais gente que lhe interesse saber mais, terá uma rede cada vez mais alargada de contactos e sempre “público” interessado no que diz, pelo que se pode dizer que não é fácil calar um fofoqueiro!
 
As redes sociais também têm feito subir de tom esta forma de estar na vida, pelo que o melhor é afastar-se destes focos de incêndio que lhe podem custar momentos muito destrutivos.
 
Nem sempre fazer parte de um grupo é a melhor opção. Muitas vezes, o não fazer parte de nenhum grupo pode até acarretar mais vantagens do que poderia parecer.
 
Nem sempre é fácil aceitar que não se tem amigos, mas se eles não existem em nosso redor, é preferível ter “bons conhecidos” a falsos amigos!
 
No trabalho, pondere uma mudança de função quando o ambiente não for suportável, pois mais vale ter o entusiasmo de começar algo novo, a ter a frustração de não conseguir cumprir as suas tarefas.
 
Devemos habituar os nossos filhos a fazerem também eles escolhas inteligentes e a colocarem mais de lado as crianças conflituosas, pois é desde cedo que se aprende a viver e, isto é uma realidade perigosa quando ganha proporções destrutivas.
 
Para quem é criticado, a solução passa por nem ouvir para não alimentar o que não se quer. Faça de conta que aquele grupo nem existe, pois falam, mas vão acabar por se calar! Depois, quando estamos bem, isso não nos belisca. Deixamos para quem gosta desse tipo de vida e concentramo-nos naquilo que nos alimenta a felicidade.
 
As pessoas felizes e resolvidas não perdem tempo com a vida alheia porque têm muitos centros de interesse, têm uma relação estável e um ambiente familiar salutar. Gostam da sua profissão e de estar com quem as respeita.
 
As pessoas felizes são resolvidas porque resolvem os seus problemas, porque dedicam o seu tempo, energia e atenção ao seu mundo pessoal e canalizam-se para os seus objetivos. Ganham força na sua família e sentem-se bem em casa. Vão à rua para ganharem o sustento, mas também para receberem despertares para serem mais ativas e criativas.
 
As pessoas felizes gostam de ler um bom livro e não perdem tempo com as redes sociais fora do que é necessário. Convivem com os outros, mas exigem respeito em troca dele e trabalham diariamente o melhor que sabem e que vão aprendendo através das suas experiências.
 
As pessoas felizes sabem que existe um mundo à parte em que as pessoas falam mal umas das outras e andam em guerra, mas seguem o seu percurso orientadas para aumentar a sua alegria e tempo de qualidade com quem lhes proporciona bem-estar.
 
Acredite… é mais fácil ser feliz do que infeliz.
 
Fátima Fernandes
 
 
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